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Nova vaga de austeridade deixa carros no stand e abranda venda de casas

A nova vaga de austeridade anunciada por Passos Coelho e Vítor Gaspar teve efeitos praticamente imediatos no sector imobiliário e no sector automóvel. No primeiro, a venda de casas caiu 50%; no segundo, vários negócios ficaram pelo caminho.

Negócios negocios@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 10:59
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As mexidas na Taxa Social Única, que vão aumentar a contribuição dos trabalhadores, deixaram os portugueses sem saber quanto vão receber no final do mês. E isso foi o suficiente para que a procura de casas tenha caído 50%, explica o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, à TSF: “a nível de interessados tivemos uma quebra de 50%”.

Luís Lima conta que sentiu uma quebra na procura de casas e que mandou fazer um estudo junto de uma amostra representativa do mercado nacional, que confirmou a quebra de 50% na procura. O presidente da APEMIP disse à TSF que não se lembra de uma semana tão “negra”. Com as dúvidas relativamente aos salários, vários contratos que estavam apenas à espera da assinatura do cliente ficaram sem efeito.

No sector automóvel, a taxa, anunciada de forma vaga, pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, sobre os contribuintes com veículos de alta cilindrada, também contribuiu para cancelar vários negócios. “Logo nesse dia existiram clientes com negócios para fechar que recuaram e disseram às empresas que tinham de esperar até que existisse um esclarecimento”, adiantou à TSF Hélder Pedro, secretário-geral da Associação de Comércio Automóvel de Portugal.

Hélder Pedro criticou o facto de não se ter explicado melhor a medida, que já começou a prejudicar a venda de carros de luxo. Desde Janeiro até Agosto, a venda de automóveis em Portugal registava uma quebra de 40,4% relativamente ao mesmo período de 2011. Passos Coelho sustentou, na entrevista que deu à RTP na passado semana, que a quebra na compra de automóveis explica metade da verba de receitas fiscais que não entrou nos cofres do Estado – e que estava previsto que entrasse.

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