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Novo balanço: atentado em Lahore provoca 72 mortos

As autoridades paquistanesas elevaram para 72 o número de mortos no atentado bombista suicida de domingo na cidade de Lahore, no leste do país.

Reuters
Negócios com Lusa 28 de Março de 2016 às 08:11
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Zaeem Qadri, porta-voz do Governo da província de Punjab, da qual Lahore é capital, afirmou que entre as vítimas mortais se encontram 29 crianças. Outras 315 pessoas ficaram feridas na sequência do atentado no parque público Gulshan-i-Iqbal, indicou o mesmo responsável citado pela agência oficial chinesa Xinhua.

Zaeem Qadri indicou que foram identificadas 54 vítimas, cujos corpos foram entregues aos familiares.


O atentado, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo talibã Jamaat ul Ahrar, foi levado a cabo por um suicida de 28 anos oriundo da cidade de Muzaffargarh, pertencente a Punjab.


O suicida entrou no parque e fez-se explodir perto da zona de jogos para crianças, pelo que a maior parte das vítimas são crianças e mulheres, explicou um responsável administrativo da cidade, Mohammad Usman, acrescentando que o balanço poderá agravar-se.


O ministro-chefe de Punjab, Shahbaz Sharif, anunciou três dias de luto devido ao atentado e que todos os edifícios governamentais da província vão colocar a bandeira nacional a meia-haste.


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, já condenou o ataque deste domingo, qualificando-o como um "abominável" acto de terrorismo. "O secretário-geral condena veementemente o atentado bombista suicida de hoje no parque Gulshan-i-Iqbal na cidade paquistanesa de Lahore", afirmou o comunicado das Nações Unidas.

"O secretário-geral apelou para que os autores deste abominável acto de terrorismo sejam levados rapidamente à justiça, em consonância com as obrigações de direitos humanos".

Talibás do Jamaat ul Ahrar reivindicam ataque

 

O grupo talibã Jamaat ul Ahrar reivindicou entretanto o atentado referindo que o objectivo eram os cristãos que celebravam a Páscoa.

 

"Assumimos a responsabilidade do ataque contra os cristãos que celebravam a Páscoa", afirmou o porta-voz do grupo islamita Ehansullah Ehsan, ao diário paquistanês The Expresse Tribune, citado pela Efe.

 

A organização terrorista indicou que este atentado faz parte de uma série de operações baptizadas "Saut-ul-Raad" (a voz do trono), que continuarão ao longo de 2016.

 

"Estávamos à espera desta ocasião. Queremos dizer ao governante PML-N [a Liga Muçulmana] e ao primeiro-ministro que desembarcámos em Punjab e que conseguimos", afirmou o porta-voz numa conversa telefónica com o The Express Tribune.

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