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Nóvoa diz que votar em Marcelo é o mesmo que escolher uma rifa

O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa disse hoje em Seia que votar em Marcelo Rebelo de Sousa "é o mesmo que escolher uma rifa", pois nunca se sabe "o que nos vai calhar em sorte".

Miguel Baltazar
Lusa 10 de Janeiro de 2016 às 15:44
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Sampaio da Nóvoa discursava num almoço, em Seia, na Guarda, que marcou o arranque oficial da campanha para as presidenciais e no qual participaram 250 pessoas, entre as quais o ex-ministro socialista e mandatário nacional da campanha António Correia de Campos.

 

Segundo o candidato, no caso "cada vez mais improvável" de Marcelo Rebelo de Sousa ganhar as eleições, "ninguém saberia qual dos Marcelos viria a encontrar em 2017 ou 2018", se aquele que durante a campanha defende o Estado social ou aquele que, em 2010, defendeu o projecto de revisão constitucional que, entre outras medidas, retirava a gratuitidade da saúde.

"Seria esse Marcelo que em campanha anda num namoro pegado com o Estado social ou seria o Marcelo que defendeu em 2010 o projecto de revisão constitucional de Passos Coelho que acabava com a gratuitidade na saúde e que nos punha a todos a financiar escolas pública e privadas com se fossem a mesma coisa?" questionou Sampaio da Nóvoa.

 

O antigo reitor da Universidade de Lisboa criticou também a candidata Maria de Belém, que, tal como Marcelo, esteve do lado "dos que entenderam que a Constituição valia menos do que um acordo com os credores", lembrando que o desfecho "foi esmagador", com o Tribunal Constitucional (TC) a decidir que os cortes nos salários dos funcionários públicos eram mesmo ilegais.

 

Insistindo no facto de que fazer cumprir e defender a Constituição "é a principal responsabilidade" do Presidente da República, Sampaio da Nóvoa considerou que aqueles dois candidatos não souberam valorizar a Constituição em "momentos chave" do passado recente.

 

"Se Cavaco Silva não esteve à altura das suas responsabilidades, a forma como estes dois candidatos desvalorizaram a Constituição num momento absolutamente decisivo da nossa vida e da nossa história, não nos deixa um quadro optimista do que poderiam fazer se fossem eleitos presidentes da república", sublinhou.

 

Relativamente ao facto de ter escolhido Seia, no distrito da Guarda, para o arranque da campanha, Nóvoa admitiu que a escolha não foi "inocente" e sim "um sinal político forte" que quis dar para alertar para o despovoamento que atinge o interior.

 

"O despovoamento do interior é um dos bloqueios mais preocupantes que o país atravessa", referiu, frisando que no interior vive-se o problema da emigração a dobrar, seja para o estrangeiro ou para os grandes centros urbanos do país.

 

Antes do início do almoço discursaram também o director concelhio de campanha, João Viveiro, e o mandatário para o distrito da Guarda, Albino Bárbara.

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