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Noyer admite que BCE pode mexer nas taxas de juro para travar a inflação

O membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), Christian Noyer, admitiu que a autoridade monetária da Zona Euro irá actuar para travar a inflação se não abrandar no próximo ano, o que poderá significar uma alteração nas taxas de juro

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 22 de Abril de 2008 às 08:34

O membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), Christian Noyer, admitiu que a autoridade monetária da Zona Euro irá actuar para travar a inflação se não abrandar no próximo ano, o que poderá significar uma alteração nas taxas de juro, se for necessário.

"O nosso grande problema é garantir que a inflação regresse abaixo de 2%, no próximo ano", afirmou hoje o responsável numa entrevista à rádio RTL, citada pela agência Bloomberg. "Faremos o que for necessário para isso", acrescentou Noyer sublinhando que "se for preciso vamos mexer nas taxas de juro".

Os comentários do governador do Banco de França enfatizam a relutância do BCE em acompanhar os congéneres dos EUA e do Reino Unido que desceram o preço do dinheiro para travar o abrandamento global da economia. Contudo, ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a instituição pode precisar de cortar os juros nos próximos seis meses para favorecer o crescimento da Zona Euro.

"Neste momento vamos manter a taxa nos 4% porque nos parece ser o nível mais adequado para travar os preços", referiu Noyer. Este responsável adiantou ainda que é "impossível" que a valorização dos preços das matérias-primas continue.

A subida nos preços dos alimentos e da energia levou a inflação da Zona Euro para os 3,6% em Março, o valor mais alto em cerca de 16 anos. Noyer frisou que espera que, no final do ano, a inflação em França volte para abaixo de 2%, nível que estima ser alcançado pela Zona Euro durante o próximo ano.

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