Função Pública Número de funcionários do Estado sobe pelo terceiro ano

Número de funcionários do Estado sobe pelo terceiro ano

Depois da forte quebra registada na legislatura passada, o número de trabalhadores do Estado subiu pelo terceiro ano consecutivo. Educação e autarquias ajudam a explicar o aumento de 5,6 mil pessoas.
Número de funcionários do Estado sobe pelo terceiro ano
Lusa
Catarina Almeida Pereira 15 de fevereiro de 2018 às 18:51

O número de trabalhadores do Estado voltou a aumentar no ano passado, pelo terceiro ano consecutivo, contrariando as orientações que previam uma redução do número de funcionários. A educação e as autarquias ajudam a explicar o aumento de 5,6 mil funcionários no último ano, de acordo com os dados oficiais da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

A informação divulgada esta quinta-feira pela entidade tutelada pelo Ministério das Finanças, revela que o número de funcionários aumentou 0,84% no ano passado, acelerando ligeiramente face ao ano anterior (0,76%) e sobretudo face a 2016 (0,4%). Este é o terceiro ano consecutivo em que o número de funcionários sobe, depois da forte quebra registada no início da legislatura anterior.



A Educação e as câmaras muncipais estão entre as entidades que mais contribuiram, de forma absoluta, para o aumento de 5,6 mil funcionários no ano passado. 

Salários totais sobem em média 1,6%

Num ano marcado por um ligeiro aumento do subsídio de refeição, a remuneração total dos funcionários públicos subiu em média 1,6% até Outubro, para 1.694 euros (brutos) mensais. Este valor, o chamado "ganho", também inclui suplementos.

O efeito "da entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios" e a actualização do salário mínimo nacional são outras justificações apresentadas pela DGAEP.

Se considerarmos apenas a remuneração base o aumento foi de 0,7% até Outubro, para uma média de 1.461 euros por mês. 



(notícia em actualização)




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mais votado Anónimo 15.02.2018

Entretanto, dos EUA ao Reino Unido, há 3 anos que o número de funcionários do universo do Estado não se afasta dos mínimos históricos que já não se viam desde a década de 1960 no primeiro caso, e desde a Segunda Guerra Mundial no segundo. Assim se explica a riqueza e a pobreza das nações. https://blogs.wsj.com/economics/2014/11/07/the-federal-government-now-employs-the-fewest-people-since-1966/ https://www.thetimes.co.uk/article/job-cuts-to-shrink-civil-service-to-1940s-size-5blwv2z6qmd

comentários mais recentes
Mr.Tuga 16.02.2018

IMPRESSIONANTE !!!!!!!!!

Tudo ao contrario !!!!!!!
Tornar o estado mais OBESO !!!!!!!

Anónimo 16.02.2018

É sobejamente conhecido o número de países que estão a fazer efectivamente reformas tão profundas quanto acertadas ou não fossem esses países cada vez mais fortes socialmente e economicamente. Dos escandinavos aos da Oceania, dos da América do Norte ao Reino Unido e à Alemanha. E reformas neste contexto, entenda-se, implicam invariavelmente liberalização e flexibilização quase plena dos mercados de factores produtivos, de bens e de serviços. Promovendo um mercado saudável e funcional onde quer o pós-doutorado como o rapazola das Novas Oportunidades ganham consoante o valor que sabem criar, dadas as reais condições de oferta e procura de mercado face àquilo que têm para oferecer na economia, e não consoante a moldura legal que os torna mais ou menos imunes às forças de mercado no decorrer de toda uma carreira assente na mais pura extracção de valor sem qualquer pertinência, sentido ou justificação. Estas reformas, obviamente, compelem todos os agentes económicos para a criação de valor.

Anónimo 16.02.2018

As cidades dos EUA que faliram concederam aos sindicatos de várias classes profissionais do município o equivalente ao que as regras laborais no país da constituição do PREC oferece como direito adquirido a toda e gente. Por isso acabaram por falir como só os tolinhos sabem fazer e defendem. Mas depois, e há sempre um antes e um depois, cortaram forte nos privilégios irrealistas que antes tinham tido a audácia de má memória de conceder. Da polícia aos bombeiros passando pelos serviços administrativos da câmara municipal, ninguém ficou sem corte de salário, bónus e pensões de reforma e os despedimentos também andaram na ordem do dia que os colaboradores eram mais do que aquilo que a procura e a tecnologia existente podiam justificar. Outras cidades, antes mesmo de falirem, perderam a tolice e começaram a ganhar juizinho seguindo o exemplo da reestruturação de Detroit ou Vallejo (cortes nas generosas pensões e nos efectivos em excesso). E é por isso que a coisa ficou resolvida por ali.

Anónimo 16.02.2018

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

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