Política Nuno Magalhães e Diogo Feio defendem que CDS tem liderado a oposição

Nuno Magalhães e Diogo Feio defendem que CDS tem liderado a oposição

Decorre este sábado e domingo, em Lamego, o 27.º Congresso do CDS.
Nuno Magalhães e Diogo Feio defendem que CDS tem liderado a oposição
Miguel Baltazar
Lusa 10 de março de 2018 às 14:01

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, e o director do Gabinete de Estudos do partido, Diogo Feio, defenderam hoje que os democratas-cristãos têm liderado a oposição e avisaram que as reformas têm de ser discutidas no parlamento, avança a Lusa.

"O CDS é uma oposição firme e construtiva, liderou na denúncia deste Governo, liderou na oposição até na exigência e na transparência", defendeu Nuno Magalhães, no 27.º Congresso do partido, que decorre até domingo, em Lamego, no período dedicado à apresentação do relatório do grupo parlamentar.


Destacando algumas áreas em que o CDS-PP fez denúncias e propostas alternativas – como a saúde, a educação, a segurança social, a justiça ou a segurança -, Nuno Magalhães salientou, em especial, três momentos em que considera que o partido fez a diferença.


Em primeiro lugar, a exigência de levar a votos no parlamento o Programa de Estabilidade a apresentar em Bruxelas, o voto contra a alteração da lei do financiamento dos partidos e a única moção de censura ao Governo, por considerar que o Estado falhou às pessoas nos incêndios do Verão passado.


"O CDS continuará a fazer aquilo que, para qualquer grupo parlamentar da oposição, é essencial: denunciar o que está mal, tendo propostas alternativas e avançando temas do futuro", disse, assegurando, por outro lado, que o partido continuará firme nos seus valores do passado, sendo o único que já manifestou a intenção de votar contra qualquer projecto sobre a legalização da eutanásia.


Antes, Diogo Feio anunciou que o gabinete de estudos terá uma nova valência dedicada ao interior e dará um novo fôlego à área da saúde.


O antigo deputado recordou que, quando assumiu o cargo há dois anos, a tarefa parecia difícil, num momento em que o partido perdia o ‘seu’ líder de tantos anos, Paulo Portas, e o país era governado à esquerda.


"Valeu muito a pena, formos corajosos e marcámos a agenda da oposição. Aqui no CDS não jogamos na lotaria para ter a sorte grande ou a terminação, trabalhamos para apresentar propostas e reformas em que acreditamos", afirmou, lamentando que grande parte delas tenha sido chumbada.


Diogo Feio deixou ainda um aviso que disse ser dirigido ao primeiro-ministro e aos seus parceiros de esquerda, mas que também poderá ser entendido como um ‘recado’ ao PSD, que entrou numa nova fase de aproximação ao PS sob a liderança de Rui Rio."Discutimos as reformas no parlamento aos olhos de todos os portugueses", alertou.


Diogo Feio criticou ainda António Costa, que acusou de ser um primeiro-ministro "anti-reformas" e o "mais imobilista" de todos os chefes de Governo. "Já nem se preocupa com o dia seguinte, é mesmo com a hora seguinte", acusou.


A apresentação dos vários relatórios internos do partido foi acompanhada por vídeos projectados nos ecrãs gigantes digitais que ocupam todo o palco do Congresso.


O eurodeputado Nuno Melo dispensou-se mesmo de apresentar o seu relatório sobre o Parlamento Europeu, remetendo para o vídeo onde apareceu a defender as posições do partido.


A música foi outra constante na manhã de arranque dos trabalhos do 27.º Congresso do CDS-PP: primeiro, foi Diogo Feio a dedicar à presidente do partido, Assunção Cristas, a música "You never Walk Alone" (que traduziu como: nunca vais estar sozinha), muito cantada em estádios de futebol, e depois um vídeo com imagens da líder em interacção com o primeiro-ministro nos debates quinzenais na Assembleia da República, ao som de "hits" como "Eye of the Tiger" ou músicas natalícias.




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