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Nuno Melo: "Há uma dívida que tem de ser paga e não se consegue sem medidas de austeridade"

O eurodeputado do CDS, Nuno Melo, considera que "nenhum governante de bom senso gostaria de estar a reduzir prestações" das pessoas e a anunciar cortes nos subsídios de férias e Natal, mas é preciso dar uma resposta que reequilibre as contas públicas. Mas salienta que "a resposta também tem de ser dada no plano europeu".

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 12:07
Após o encontro com Passos Coelho, na preparação para o Conselho Europeu que vai decorrer este fim-de-semana semana, Nuno Melo expressou a convicção de que é preciso uma resposta europeia à altura para combater a crise de dívida que está a assolar a Europa, sublinhando que é preciso que a “Europa funcione solidariamente e em bloco”.

Confrontado com as declarações do Presidente da República, que mostrou discordância em relação ao corte de subsídios de férias e de Natal só para alguns cidadãos, Nuno Melo rejeitou comentar as declarações de Cavaco Silva.

O responsável do CDS adiantou que essas “reflectem as preocupações que são de todos, mas não invalida um caminho que tem de ser percorrido. Há uma dívida que tem de ser paga e não se consegue sem medidas de austeridade.”

Nuno Melo foi ainda confrontado pelos jornalistas com o facto de ter sempre defendido a protecção dos reformados e agora, enquanto Governo, vai decertar um corte nos seus subsídios. O eurodeputado sublinhou que “neste Governo há uma actualização de pensões, que no anterior Governo teriam sido congeladas.”

Além disso, “há cerca de 80% dos pensionistas [da Segurança Social] serão excluídos, infelizmente porque os pensionistas recebem pouco.”

Nuno Melo salientou a importância de Portugal cumprir com as metas traçadas pela troika, “se não queremos que o caso português seja o equivalente à Grécia.

E sublinhou que “nenhum governante de bom senso gostaria de estar a reduzir prestações, se o faz é para que a credibilidade de Portugal continue e para que os nossos compromissos sejam honrados.”

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