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O dia num minuto: A turbulência nas bolsas, as dúvidas sobre o Deutsche Bank e os cortes de Centeno

Os mercados financeiros continuam em forte turbulência, com as bolsas a afundarem e os juros da dívida a dispararem. O Eurogrupo deve pedir ao ministro das Finanças mais cortes orçamentais.

Bloomberg
Negócios 09 de Fevereiro de 2016 às 20:00
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Segundo dia negro nas bolsas. Segunda sessão desta semana, segundo dia de quedas fortes nas bolsas mundiais. Na ressaca da "segunda-feira negra", as praças do Japão foram as primeiras a sinalizar que estava pela frente outro dia difícil nos mercados accionistas. Os índices da bolsa nipónica afundaram mais de 5% num dia em que a "yield" das obrigações soberanas do país passou pela primeira vez para terreno negativo. Na Europa a sessão foi de forte volatilidade, tendo o Stoxx 600 fechado o dia a cair 1,58%, atingindo novos mínimos desde Outubro de 2014. Em Lisboa as quedas foram mais acentuadas, com o PSI-20 a ceder mais de 2% na sexta sessão consecutiva no "vermelho" que deixa o índice português muito perto de tocar mínimos de 2012.

 

Deutsche Bank no olho do furacão. A banca volta a estar no foco das preocupações dos investidores e dentro do sector é o Deutsche Bank que está no epicentro. O "stress" com o banco alemão começou na segunda-feira, depois de um analista do Credit Sights ter colocado em causa a capacidade de o Deutsche Bank reembolsar todos os cupões das obrigações de capital contingente (conhecidas por CoCo). A suspeita levou as acções do banco alemão a afundarem mais de 9% na segunda-feira, obrigando a instituição a emitir um pouco habitual comunicado para assegurar que tem forma de cumprir as suas obrigações. O co-CEO do banco, John Cryan, assegurou que o Deutsche Bank é uma "rocha sólida" e até o ministro das Finanças alemão veio dizer que "não tem receios" sobre o maior banco do país. Numa altura em que a banca europeia enfrenta uma "tempestade perfeita", estas garantias não foram suficientes para travar a queda do banco alemão em bolsa.
 

Juros da dívida em máximos de 2014. A forte turbulência nos mercados está a levar os investidores a fugir dos activos de maior risco, o que se reflectiu também na dívida soberana dos países periféricos do euro. As obrigações portuguesas foram as mais penalizadas da região, com a "yield" dos títulos a 10 anos a disparar 3,65%, um máximo desde Outubro de 2014 que atirou o "spread" face à dívida alemã para 340 pontos base, um máximo desde Janeiro de 2014, quatro meses antes de a troika sair de Portugal. Este agravamento do risco de Portugal surge também nos dois dias seguintes à apresentação do Orçamento do Estado. Nas duas sessões, a "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos disparou mais de 50 pontos base.

A 'yield' das obrigações portuguesas da 10 anos, como mostra este gráfico da Bloomberg, já subiu mais de 1 ponto percentual desde o início do ano
A "yield" das obrigações portuguesas da 10 anos, como mostra este gráfico da Bloomberg, já subiu mais de 1 ponto percentual desde o início do ano


 

Eurogrupo quer mais poupanças. A proposta do Orçamento do Estado vai estar em cima da mesa dos ministros das Finanças do euro esta quinta-feira. Apesar de a Comissão Europeia ter dado "luz verde" ao documento, no Eurogrupo o ministro das Finanças português deverá ser confrontado com a necessidade de efectuar mais cortes orçamentais, que Bruxelas quantifica em 155 milhões de euros. Isto porque se o Governo quantifica o impacto das medidas adicionais negociadas com a Comissão Europeia em 1.125 milhões de euros, Bruxelas considera que estas apenas valerão 970 milhões de euros de redução ao défice.

Ministro vai explicar TAP no Parlamento. O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, terá de ir à Assembleia da República explicar os contornos da alteração ao contrato de privatização da TAP. Depois dos pedidos de vários partidos, esta terça-feira foi a vez de deputados do próprio PS (Luís Moreira Testa, João Paulo Correia e Carlos Pereira) pedirem uma "audição, com carácter de urgência" do ministro Pedro Marques, para que sejam "dadas as devidas explicações" sobre os "contornos do princípio de acordo que foi alcançado". Já o PSD pediu a realização de um debate de urgência na Assembleia da República sobre a privatização da TAP e as alterações ao contrato assinadas esta semana pelo Governo.  

 

Choque entre comboios na Alemanha. Dois comboios de passageiros chocaram frontalmente perto da estância termal de Bad Aibling, no estado da Baviera, provocando nove vítimas mortais e mais de uma centena de feridos, 18 dos quais em estado grave. O cenário só não foi pior por ser dia de Carnaval, com as escolas e algumas empresas fechadas no país, pelo que nos dois comboios seguiam apenas 150 passageiros. O ministro dos Transportes alemão, Alexander Dobrindt, já veio dizer que não está claro se foi erro humano ou falha técnica, se bem que o sistema tecnológico que gere as linhas ferroviárias na região acautelava cenários como este.

Orçamento em cinco minutos. Já são conhecidas as principais medidas do Orçamento do Estado para 2016, que penaliza mais as empresas do que as famílias. Saiba quais são, em apenas cinco minutos.


O Orçamento do Estado em cinco minutos
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