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O dia num minuto: o programa do Governo, o jantar de Assis, o dividendo especial da Jerónimo e a factura da VW

O Conselho de Ministros aprovou as medidas que mantêm a austeridade, embora mais leve, em 2016. Foi também o dia em que o almoço de Assis no sábado passou a jantar na sexta. E em que Bruxelas actualizou previsões para Portugal.

Miguel Baltazar
Negócios 05 de Novembro de 2015 às 20:01
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Conselho de Ministros aprova continuação da austeridade. O Governo aprovou a reposição em 20% dos cortes nos salários públicos, a descida da sobretaxa em 0,875 pontos para 2,625%, a redução para metade da CES que ainda se aplica às pensões acima de 4.611 euros. Também a contribuição extraordinária sobre o sector energético desce 50%. Inalteradas ficam a contribuição sobre a indústria farmacêutica, a taxa adicional sobre o IUC e o Imposto Sobre Produtos Petrolíferos, bem como a contribuição extraordinária sobre o sector bancário. Além de cumprir o alívio na austeridade previsto no programa da coligação, também aprovado esta quinta-feira, o Governo pretende evitar que estas medidas caiam todas em 2016, evitando "um risco de ruptura financeira". Não é, no entanto, certo que as medidas sejam aprovadas no Parlamento, sobretudo se o Executivo de Passos Coelho for rejeitado na próxima semana.

 

Assis antecipa encontro da "corrente alternativa" para sexta-feira. O almoço dos apoiantes de uma "corrente crítica e alternativa" à linha defendida por António Costa esteve marcado para sábado. Depois o secretário-geral do PS agendou uma reunião para o mesmo dia, às 15:30, da comissão nacional, órgão mais alargado onde têm assento alguns dos críticos do Governo à esquerda. Assis recuou, em nome de um ambiente livre, leal e plural na comissão nacional do PS. Esta quinta-feira soube-se que o encontro na Mealhada, que passa a jantar, vai realizar-se esta sexta-feira, contando já com cerca de 400 inscritos que consideram que na sequência dos resultados das eleições os socialistas deveriam ser uma "oposição responsável" a um Governo PSD/CDS. António Costa convidou entretanto Francisco Assis e os restantes eurodeputados do PS a participarem na reunião da comissão nacional.

 

As boas e más notícias das previsões de Bruxelas. As previsões económicas de Outono da Comissão Europeia apontam agora para um crescimento de 1,7% do PIB português em 2015, mais uma décima do que nas anteriores previsões. O ritmo de crescimento deverá manter-se em 1,7% em 2016, o que representa menos uma décima do que nas anteriores previsões. A Comissão revê ainda em baixa as perspectivas para as exportações e o saldo externo. Bruxelas está mais optimista em relação ao défice, apontando para 3% este ano e 2,9% em 2016. A Comissão Europeia baixou também as previsões para o conjunto da Zona Euro, que deverá crescer 1,6% este ano e 1,8% no próximo. Veja o mapa com as previsões para os países da moeda única.

 

Volkswagen assume custos em Portugal. A Volkswagen garantiu ao Governo português que irá assumir todos os custos do escândalo de manipulação de emissões no país. A informação foi dada por Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, esta quinta-feira. Entre esses custos conta-se o ajuste fiscal nos impostos automóveis, uma vez que foram cobrados valores abaixo do devido graças a adulteração da Volkswagen. Sobre a nova vaga do escândalo, envolvendo emissões de dióxido de carbono, o ministro da Economia, Miguel Morais Leitão, esclareceu que "é provável que haja veículos afectados em Portugal, mas não temos uma confirmação total". Em Espanha estão 50 mil automóveis dos 800 mil referidos pela marca alemã.

 

Caução aplicada a Salgado baixa para metade. O juiz Carlos Alexandre baixou a caução aplicada a Ricardo Salgado no âmbito do processo Monte Branco de 3 para 1,5 milhões de euros, confirmou a Procuradoria Geral da República. O valor já tinha sido pago pelo ex-presidente executivo do BES, pelo que os 1,5 milhões que sobram são afectos ao pagamento da caução de 3 milhões de euros no âmbito do processo Universo Espírito Santo.

 

Balsemão escreve sobre providência cautelar ao grupo Cofina. A revista Sábado publica esta quinta-feira um artigo de opinião do presidente do grupo Impresa sobre a providência cautelar que impede as publicações do grupo Cofina – proprietário do Negócios, do Correio da Manhã e da Sábado, entre outras publicações – de publicar notícias com base no processo da Operação Marquês. Francisco Pinto Balsemão "lamenta qualquer decisão que possa limitar o trabalho de um jornalista" e diz-se "preocupado" porque "condicionar a priori o exercício do jornalismo é sintoma grave para a democracia". Pede também aos jornalistas mais responsabilidade e auto-regulação.

 

Paulo Neves diz que não haverá despedimentos na PT. "Reafirmo que não vamos fazer despedimentos na PT Portugal", disse o CEO da dona do Meo numa conferência de imprensa de apresentação da expansão da rede de fibra óptica a mais três milhões de casas até 2020. A empresa tem vindo, no entanto a assinar saídas por mútuo acordo e a rescindir contractos de outsourcing, que têm motivado críticas dos sindicatos. Paulo Neves considerou que "são outsourcers. Não é despedimento". E explicou que "o que estamos a fazer é um processo de insourcing". Salientou ainda que a PT Portugal vai cablar "50 mil casas por mês durante cinco anos" o que "vai envolver 2 mil pessoas a trabalhar connosco". Uma "contribuição para a empregabilidade".

 

Jerónimo Martins paga já todo o dividendo do próximo ano. A dona do Pingo Doce vai propor o pagamento de uma remuneração especial aos accionistas, tendo em conta o elevado montante das reservas. Este dividendo será pago ainda este ano, ao mesmo tempo que o dividendo ordinário que seria pago em 2016. A Jerónimo Martins vai assim pagar um valor bruto de 37,5 cêntimos por acção, que tem ainda de ser aprovado em assembleia-geral. Recorde-se que o acordo de Governo do PS com os partidos à esquerda prevê alargar a incidência do IRC sobre os dividendos. Os lucros da Jerónimo Martins subiram 6,4% nos primeiros nove meses do ano para os 252 milhões de euros.

 

Sonae aumenta lucros em 50%. A Sonae SGPS, a "holding" que agrupa as actividades de distribuição, telecomunicações, media, TI e gestão de centros comerciais, teve um lucro de 142 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 49,6% que no mesmo período do ano passado. O grupo reforçou o investimento nas unidades de retalho e vai abrir mais 10 lojas até ao final do ano, mas mostra preocupação com a actual situação política.

 

A maior queda de sempre em bolsa dos CTT. Os resultados dos CTT, apresentados na quarta-feira após o fecho do mercado, foram mal recebidos esta quinta-feira pelos investidores. As acções fecharam a sessão a cair 9,44% para 9,50 euros, na maior desvalorização desde que a empresa entrou em bolsa, em Dezembro de 2013. Recorde-se que o lucro dos CTT caiu 3,8% para 50,6 milhões de euros nos primeiros noves meses do ano face ao mesmo período de 2014. Uma quebra justificada por gastos não recorrentes de 7,7 milhões, dos quais quase cinco milhões relacionados com o Banco CTT. A Haitong salientou que os resultados líquidos ficaram "17% abaixo das estimativas ao nível do EBITDA e 12% abaixo do consenso fornecido pela empresa".

 

Pode a guerra à Uber ser comparada à oposição à liberdade de imprensa? Dois comissários europeus saíram em defesa da Uber, empresa de transporte privado. Bruxelas elogia o serviço da "economia partilhada" e compara os seus opositores aos detractores da imprensa na Idade média. "Talvez seja uma comparação estúpida, mas é como combater a imprensa nos tempos medievais", disse Elzbieta Bienkowska, comissária europeia da Indústria e do Mercado Interno.

 

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