Economia O dia num minuto: os novos prazos do IRS, a recuperação das bolsas, os vídeos de António Costa e um diamante

O dia num minuto: os novos prazos do IRS, a recuperação das bolsas, os vídeos de António Costa e um diamante

O E-Factura esteve em baixo e as Finanças alargaram os prazos de entrega do IRS. As bolsas estão em alta e os juros de Portugal baixaram para os 3,5%. Há novos episódios da série de António Costa sobre o Orçamento.
O dia num minuto: os novos prazos do IRS, a recuperação das bolsas, os vídeos de António Costa e um diamante
Miguel Baltazar
Negócios 15 de fevereiro de 2016 às 20:00

Os novos prazos do IRS. O Ministério das Finanças começou por reiterar no domingo que o prazo para a validação de facturas para o IRS terminava a 15 de Fevereiro. Mas no dia do prazo limite o sistema E-Fatura acordou com problemas técnicos. A meio da manhã chegou a notícia do adiamento: o prazo para validar facturas foi prolongado até 22 de Fevereiro. O comunicado das Finanças também anuncia que o prazo para a entrega da declaração de IRS vai ser adiado em duas semanas, passando, para quem tem rendimentos por trabalho dependente e pensionistas, de 15 de Março a 15 de Abril para o mês de Abril. Já os restantes contribuintes têm de entregar a declaração durante o mês de Maio (o prazo original era de 16 de Abril a 16 de Maio).

 

A maior valorização da moeda chinesa numa década.O yuan valorizou 1,2% contra o dólar na segunda-feira, naquela que foi a maior subida desde 2005. O movimento foi entendido como uma intervenção do Banco Popular da China, cujo presidente deu uma entrevista onde afirma não existirem razões para uma queda continuada do valor da moeda e prometeu uma estabilização do câmbio. A desvalorização do yuan tem sido encarada como um sinal de reconhecimento por Pequim de que a economia chinesa está mais frágil, servindo a depreciação para lhe dar competitividade. A valorização foi por isso festejada pelos investidores.

 

Draghi diz que BCE não hesitará. O furacão que abalou os mercados financeiros nas últimas semanas criara grande expectativa sobre o que iria dizer o presidente do BCE na audição no Parlamento Europeu. Mario Draghi prometeu que o BCE irá agir, caso a situação nos mercados venha a deteriorar as expectativas para o crescimento e a inflação. O banco central irá vigiar a transmissão da política monetária aos bancos e o impacto das novas quedas nos preços da energia. "Se algum destes factores representar um risco para a estabilidade dos preços, não hesitaremos em agir", disse Mario Draghi. "O BCE está pronto a fazer a sua parte", garantiu. A próxima reunião de política monetária do banco central realiza-se a 10 de Março. O presidente do BCE falou também sobre a banca: "Os governadores dos bancos centrais e os responsáveis de supervisão estão empenhados em não aumentar de forma significativa o conjunto dos requisitos de capital no sector bancário".

 

Bolsas sobem, juros de Portugal baixam. Foi a segunda sessão de ganhos robustos por parte das bolsas europeias, com o índice Stoxx600 a ganhar 3% na segunda-feira. A valorização do yuan e as palavras de Draghi ajudaram a suportar as acções. Vários bancos de investimento vieram também afirmar que a derrocada da semana passada foi excessiva, incluindo na banca. Os analistas do BofA acreditam que há potencial nos bancos europeus e defendem que as posições de capital do sector não estão ameaçadas, apesar do impacto negativo da instabilidade nos mercados nos seus resultados. A menor aversão ao risco deu também espaço para a valorização dos títulos de dívida pública de Portugal e respectiva descida da taxa de juro implícita. Os títulos a dez anos baixaram para a casa dos 3,5%, depois de terem passado os 4,5% na semana passada. Isto apesar de o Morgan Stanley ter vindo recomendar "cautela" com a dívida portuguesa. A bolsa de Lisboa ganhou 2,3%.

 

Mais dois vídeos de António Costa. Foram disponibilizados dois novos episódios da explicação do Orçamento do Estado pelo primeiro-ministro em vídeo, no Youtube. No terceiro e quarto vídeos, António Costa afirma que a reposição líquida de rendimentos para as famílias é superior a 700 milhões e que a dedução fiscal por criança, que substitui o quociente familiar, beneficia 80% dos agregados. Os primeiros dois vídeos foram divulgados no domingo. Fonte do Governo explicou que "ao longo da semana serão divulgados através do portal do Governo, Twitter e YouTube uma série de vídeos em que o primeiro-ministro explica pessoalmente aos portugueses a proposta de Orçamento do Estado para 2016". Já Pedro Passos Coelho, líder da oposição, esteve em Paredes para "apadrinhar a comunidade educativa".

 

Empresas preparam-se para a possibilidade de um Brexit. A maioria das grandes empresas britânicas está a levar muito a sério o risco de o Reino Unido abandonar a União Europeia e muitas estão a fazer planos de contingência, afirmou nesta segunda-feira, 15 de Fevereiro, a presidente da Confederação da Indústria Britânica, Carolyn Fairbairn. Citada pela Reuters, Fairbairn disse que a perspectiva de o "não" à permanência na UE vencer no referendo, que deverá realizar-se em meados deste ano, passou a ser uma preocupação crescente para os empresários e para o planeamento da respectiva actividade. O primeiro-ministro David Cameron espera que, na cimeira europeia desta quinta e sexta-feira, seja possível fechar um acordo com os seus pares sobre os novos termos do contrato de adesão do Reino Unido, fazendo depender do resultado dessa negociação a sua própria posição no referendo.

 

Diamante com 400 quilates descoberto em Angola. É considerado o maior diamante encontrado em Angola. A descoberta pertence à Lucapa, uma empresa australiana de exploração de diamantes, cujas acções estiveram a disparar 28% após o anúncio do achado. A pedra preciosa, com 404,2 quilates, foi encontrada na exploração Lulo, na região da Lunda Norte. O recorde anterior pertencia a uma pedra com 217,4 quilates, descoberta em 2007, e que pertencia à empresa Angolan Star, ou Estrela Angolana. O valor do diamante não foi divulgado, mas seria uma boa ajuda ao financiamento do Estado Angolano, que aceitou pagar um juro de 16% na última emissão de bilhetes de Tesouro a 12 meses.




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