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Obama apela a acordo para impedir subida de impostos sobre a classe média

O presidente dos EUA apelou para que republicanos e democratas se entendam nas negociações com vista a evitar o potencial precipício orçamental de 2013. Obama quer prolongar os cortes fiscais mas não para os rendimentos mais elevados.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 20:00
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O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, afirmou que os eleitores enviaram uma mensagem muito clara nas eleições de dia 6 de Novembro e essa mensagem é de redução do défice através de cortes da despesa e impostos mais altos sobre os mais ricos.

“Devemos fazer, pelo menos, aquilo em que estamos de acordo”, afirmou Barack Obama na abertura de uma conferência de imprensa que precedeu o início das negociações no Congresso, entre o Partido Republicano e o Democrata. “Não vou fingir que chegar a acordo em tudo o resto vai ser fácil”, acrescentou.

Se os responsáveis políticos norte-americanos não fizerem nada para o evitar, irão entrar em vigor subidas de impostos e reduções da despesa que com um impacto de 607 mil milhões de dólares no orçamento do país para 2013. O acordo tem de ser obtido até ao final do ano.

Uma das medidas que poderá entrar em vigor automaticamente é a subida da taxa máxima de impostos sobre o rendimento (IRS) de 35% para 39,6%. Algo que afecta o escalão de rendimentos que vai até aos 200 mil dólares anuais, no caso de solteiros, e de 250 mil dólares anuais para os casais.

Essa é a subida de impostos que Obama quer evitar. Contudo, o presidente quer permitir que a redução fiscal de que beneficiam os 2% mais ricos da população norte-americana seja impedida, de forma a conseguir que o total da dívida norte-americana cresça em menos um bilião de dólares nos próximos anos. Existem falhas que podem ser corrigidas, “o que eu não vou permitir fazer é permitir é uma redução da taxa de impostos a quem não precisa que nos vai custar um bilião” de dólares, disse Obama.

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