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OCDE aconselha prudência ao Banco do Japão

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) aconselha o Banco central do Japão a gerir com prudência a política monetária de modo a não comprometer a dinâmica de crescimento da segunda maior economia do mundo.

Negócios 20 de Julho de 2006 às 09:41
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A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) aconselha o Banco central do Japão a gerir com prudência a política monetária de modo a não comprometer a dinâmica de crescimento da segunda maior economia do mundo.

Num relatório hoje divulgado, a organização sedeada em Paris reconhece que a autoridade monetária se encontra num contexto delicado, na medida em que acaba de abandonar um longo período de taxas de juro zero, numa altura em que os riscos de deflação "persistem".

A esse propósito, a OCDE diz mesmo que o intervalo de crescimento dos preços, compreendido entre 0% e 2%, que o banco central fixou em Março não "constitui uma ‘almofada’ suficiente contra a deflação", devendo o limite inferior do intervalo ser "aumentado", à semelhança, aliás, do que foi decidido pelo Banco Central Europeu, que passou a considerar como sinónimo de estabilidade de preços uma taxa de inflação "inferior, mas próxima a 2%".

Pela primeira vez em quase seis anos, o Banco do Japão decidiu há uma semana subir as taxas de juro de zero para 0,25%. Quanto a novas subidas, a OCDE recomenda que o Banco central só proceda a ajustamentos depois de se assegurar que a inflação é "suficientemente positiva" – pelo menos 1% -- "para reduzir o risco de um choque negativo que volte a mergulhar o Japão na deflação".

Os últimos números disponíveis, relativos a Maio, dão conta de uma ligeira aceleração do índice de preços no consumidor que, em Maio, cresceu 0,6% em termos homólogos, após duas subidas de 0,5% nos dois meses anteriores.

Não obstante as advertências, o tom global do relatório é optimista. O ciclo de crescimento em que enveredou  economia japonesa será, no fim deste ano, "o mais longo desde o fim da guerra", considera a OCDE, que mantém as suas previsões de crescimento para o país, antecipando que a economia crescerá este ano e no próximo entre 2% e 3%.

A OCDE volta, por seu turno, a saudar o rumo das reformas que estão a ser executadas pelo Governo, mas pede mais esforços para que seja possível colocar os colossais números da dívida pública (170% do PIB) e do défice orçamental (5,5% em 2006) em níveis sustentáveis.

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