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OCDE desvaloriza impacto económico da queda das bolsas

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) desvalorizou hoje os efeitos que poderão resultar da queda das bolsas, considerando tratar-se de um movimento “normal” que tenderá a ser “temporário”.

Negócios 13 de Março de 2007 às 12:00
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) desvalorizou hoje os efeitos que poderão resultar da queda das bolsas, considerando tratar-se de um movimento "normal" de correcção dos preços dos activos que tenderá a ser "temporário".

"O valor das acções tem estado volátil nas últimas semanas, como aconteceu durante a Primavera passada, mas este movimento pode ser reflexo de uma normalização do preço do risco". "Globalmente, as condições de financiamento permanecem favoráveis" afirmou Jean-Philippe Cotis, economista-chefe da OCDE, que fez esta manhã um ponto de situação sobre como a organização antecipa a evolução da economia global.

Os comentários de Cotis seguem a mesma linha dos proferidos ontem pelos banqueiros centrais das dez principais economias do mundo (G-10), segundo os quais a economia global está suficientemente forte para lidar com o que chamaram de "correcção global" que nada tem a ver com "alterações significativas dos fundamentais da economia global" que "continua dinâmica".

Entre 27 de Fevereiro e 5 de Março, as principais praças mundiais registaram quedas muito acentuadas que, nos cálculos da agência Bloomberg "apagaram" 3,3 biliões de dólares do mercado, no rescaldo de uma forte derrapagem da Bolsa chinesa, inflamada nos dias seguintes pelos comentários do ex-presidente da Fed, Alan Greenspan, sobre a possibilidade de a economia norte-americana entrar em recessão.

OCDE antecipa inclusive a manutenção de uma forte dinâmica de crescimento da economia global. Nos seus cálculos, a Zona Euro crescerá 0,6% no primeiro e segundo trimestres, enquanto os Estados Unidos deverão acelerar de 0,5% nos três primeiros meses do ano para 0,6% no trimestre seguinte.

Estes dados levaram a OCDE a manter inalteradas as suas previsões para o conjunto do ano. A taxa de crescimento deverá rondar os 2,2% na Zona Euro (após de 2,6% em 2006), 2,4% nos Estados Unidos e 2% no Japão.

Não obstante estas previsões, a organização sedeada em Paris aconselha os bancos centrais a não voltarem a subir as taxas de juro. Na Zona Euro, porque as pressões sobre os preços são "benignas"; nos Estados Unidos, porque o crescimento se mantém algo "travado"; e no Japão, porque é preciso esperar que a inflação suba para níveis "razoavelmente positivos".

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