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OCDE quer mais estímulos por parte do BCE e do Banco do Japão

OCDE destaca recuperação da economia em diferentes velocidades e apela a mais estímulos na Europa e no Japão

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 11:47
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apelou a que o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão implementem mais estímulos monetários, enquanto a Reserva Federal dos EUA deve ser cuidadosa na retirada destas políticas de apoio da economia americana.

 

“No Japão e na Zona Euro as condições monetárias de apoio devem ser mantidas, com a possível necessidade de mais estímulos”, defendeu a instituição no seu relatório económico divulgado esta terça-feira.

 

Estas indicações de mais estímulos surgem precisamente no dia em que o Banco do Japão decidiu manter inalterada a sua política de estímulos no país em níveis recorde. Já a autoridade monetária europeia continua empenhada em evitar um cenário de deflação na Zona Euro, num momento em que a economia começa a crescer.

 

No caso dos EUA, a OCDE antecipa que a retirada de estímulos por parte da Fed continue nos próximos dois anos, depois da instituição ter começado a reduzir o seu programa de compra de dívida no final de 2013.

 

Economia a dois ritmos

O relatório da OCDE destaca ainda condições económicas divergentes no mundo, com a economia americana a intensificar o ritmo de crescimento, enquanto a recuperação europeia se faz a um ritmo mais lento devido à crise da dívida soberana na região.

 

A economia dos EUA deverá crescer 1,7% e 3,1% nos primeiros dois trimestres de 2014, ao passo que as três maiores economias da Zona Euro (Alemanha, França e Itália) deverão avançar 1,95 e 1,4% no mesmo período. Já o Reino Unido deverá ver o seu PIB aumentar em 3,3% em ambos os trimestres..

 

Para o Japão, as previsões da OCDE antecipam um crescimento de 4,8% nos primeiros três meses do ano e uma contracção de 2,9% nos três meses seguintes.

 

“A Zona Euro parece estar a melhorar”, ainda que a retoma na região seja mais lenta e tardia que nas restantes economias mundiais, diz a OCDE. A instituição nota ainda que a inflação na Zona Euro caiu mais do que a meta fixada pelo BCE e “vai provavelmente ficar muito abaixo por um longo período de tempo”, conclui.

 

Em relação aos mercados emergentes, estes países poderão enfrentar mais instabilidade, devido à retirada de estímulos nos EUA. 

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