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Oliveira Martins diz abrandamento da economia dentro do previsto; afasta recessão

O ministro das Finanças, Oliveira Martins, afirmou hoje que a economia nacional se limitou a registar um abrandamento «como previsto» no terceiro trimestre de 2001, afastando a hipótese de Portugal entrar em recessão.

João Mata 30 de Janeiro de 2002 às 14:52
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O ministro das Finanças, Oliveira Martins, afirmou hoje que a economia nacional se limitou a registar um abrandamento «como previsto» no terceiro trimestre de 2001, afastando a hipótese de Portugal entrar em recessão.

«Não estamos em recessão. A situação neste momento é que há um abrandamento como previsto no terceiro trimestre de 2001», afirmou hoje o ministro, à margem da assinatura do acordo de fusão entre a Bolsa de Valores de Lisboa e Porto (BVLP) e a Euronext.

O produto interno bruto (PIB) de Portugal recuou 0,3% no terceiro trimestre do ano passado, face aos três meses anteriores, colocando a progressão da economia nos primeiros nove meses de 2001 nos 2%, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O titular da pasta das Finanças atribuiu esta evolução aos «efeitos do 11 de Setembro e daquilo que já se vinha revelando na economia portuguesa», antes dos atentados contra os Estados Unidos (EUA).

Oliveira Martins recordou que no terceiro trimestre de 2001 «a taxa de crescimento em relação ao período homólogo do ano anterior foi de 1,3%» acrescentando ainda que a taxa de crescimento no segundo trimestre foi revista em alta, passando para os 2,8%.

Governo mantém previsões para crescimento do PIB

Tendo em conta os dados avançados hoje, «temos todos os elementos que nos permitem manter a nossa previsão para o ano que está em curso, que apontam para um crescimento à volta dos 2%», afirmou Oliveira Martins.

O mesmo responsável acrescentou que «isto significa que vamos continuar a crescer mais do que a média da União Europeia, e simultaneamente que não houve qualquer divergência» no passado e que a mesma não se verifica «neste momento».

As previsões do Banco de Portugal para o crescimento do PIB apontam para um incremento entre os 1% e os 1,75% este ano. O intervalo estimado pelo Governo situa-se entre os 1,5% e 2%.

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