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Orçamento afecta popularidade do Governo (act.)

O barómetro da Aximage aponta para uma deterioração da imagem do Governo desde que o Orçamento do Estado para 2014 foi apresentado.

Bruno Simão/Negócios
Manuel Esteves mesteves@negocios.pt 17 de Novembro de 2013 às 18:01
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Muito se tem discutido sobre o impacto das novas medidas de austeridade previstas no Orçamento do Estado (OE) para 2014 na economia portuguesa. Aí, apenas se pode especular. Mas em relação aos seus efeitos na popularidade do Executivo, o barómetro da Aximage aponta para uma deterioração da imagem do Governo desde que o Orçamento foi apresentado.

 

O índice de expectativas no Governo caiu para -52 em Novembro, reforçando uma tendência de queda já iniciada em Outubro, mês em que caiu sete pontos. O Executivo de Passos Coelho já esteve, contudo, pior, atingindo o nível mais baixo em Maio deste ano. Mas também já teve bem melhor.

 

Nos meses que se seguiram à sua eleição, estava em terreno positivo (chegando aos 24 pontos positivos), mas a partir de Dezembro baixou para níveis negativos de onde nunca mais saiu.

 

Também a avaliação que é feita do primeiro-ministro parece ter-se ressentido com a

 
Em dois meses, Rui Machete viu a sua popularidade cair para quase metade. Pior só mesmo o ministro da Educação, Nuno Crato. 

apresentação do OE e com as notícias de novos cortes que o antecederam. Numa classificação de zero a 20, a nota de Passos Coelho caiu de 6,1 para 5,3 em Outubro, registando em Novembro uma recuperação para 5,8.

 

Mas os números divulgados pela Aximage não permitem conclusões definitivas. Não só a avaliação de Passos se mantém muito distante dos piores níveis registados na Primavera deste ano, como as intenções de voto no seu partido não parecem ter sofrido nestes últimos meses. À ligeira queda verificada em Outubro, seguiu-se um aumento que colocou o PSD na melhor situação desde Fevereiro, recolhendo 28,4% das intenções de voto.

 

Em Novembro, o PS parece inverter a tendência de queda que se verificava há alguns meses, atingindo os 36,9%, próximo do seu melhor resultado registado em Julho (um ganho que o secretário-geral do partido não parece ter capitalizado). Já os partidos mais pequenos, sofreram todos quedas. Este movimento foi mais evidente na CDU e CDS (que passaram de 12,4% para 10,3% e de 12,1% para 9,4%, respectivamente). Já o Bloco, também caiu, mas de forma menos pronunciada para 6,8%).

 

Machete em queda livre

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, viu a sua avaliação cair quase para metade em dois meses. De uma classificação de 9,21, num intervalo de zero a 20, Machete passou para 5,7 em Novembro. Pior, só mesmo Nuno Crato, com 4,9. O único governante com nota positiva, e ainda assim à risca, é Assunção Cristas, com 10,5. 

 

 
Ficha Técnica 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

 

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 602 entrevistas efectivas: 280 a homens e 322 a mulheres; 134 no interior, 251 no litoral norte e 217 no litoral centro sul; 154 em aldeias, 209 em vilas e 239 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 6 a 9 de Novembro de 2013, com uma taxa de resposta de 80,4%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 602 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

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