Política Orçamentos dos partidos para as legislativas encolhem 8% face a 2015

Orçamentos dos partidos para as legislativas encolhem 8% face a 2015

A ECFP já divulgou os orçamentos dos partidos para as legislativas de 2019. Os gastos encolhem 8% apesar de haver mais partidos a concorrer.
Orçamentos dos partidos para as legislativas encolhem 8% face a 2015
Bloomberg
Tiago Varzim 28 de agosto de 2019 às 18:32
São 22 os partidos e coligações que deverão candidatar-se às eleições legislativas de 2019 e que vão compor os 230 deputados do Parlamento nacional. No total, essas candidaturas contam gastar 8,1 milhões de euros, menos 8% do que nas legislativas de 2015 (8,8 milhões de euros). Os orçamentos foram publicados esta quarta-feira, 28 de agosto, pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP).

O partido com maiores gastos é o PS, aquele a que as sondagens dão a vitória a 6 de outubro. Os socialistas tencionam gastar 2,4 milhões de euros, abaixo dos 2,6 milhões de euros do orçamento nas eleições anteriores. A candidatura do PS tenciona pagar as despesas - cujo maior gasto é com comícios e espetáculos (589 mil euros) - com uma subvenção estatal de 2,4 milhões de euros, a qual é atribuída aos partidos que conseguem eleger, sendo que o valor dependerá do número de votos.

Em segundo lugar aparece o PSD com dois milhões de euros orçamentados, os quais prevê recuperar totalmente através da subvenção estatal. No caso dos sociais-democratas não é possível comparar com o orçamento de 2015 (2,8 milhões de euros) dado que concorreram em coligação com o CDS. A maior despesa do PSD este ano será com custos administrativos e operacionais (650 mil euros). 

Em terceiro lugar aparece a coligação entre o PCP e o PEV, a CDU, com um orçamento de 1,2 milhões de euros, abaixo dos 1,5 milhões de euros de 2015. A subvenção estatal também será a maior fonte de receitas, mas os dois partidos chegarão à frente com 275 mil euros e esperam arrecadar 40 mil euros com a angariação de fundos. A maior despesa será com custos administrativos e operacionais (445 mil euros). A CDU nada gastará com agências de comunicação ou estudos de mercado. 

Em quarto lugar surge o Bloco de Esquerda com um orçamento de 983 mil euros, bem acima dos 600 mil euros gastos em 2015. Praticamente todo o valor deverá ser recuperado através da subvenção estatal e com pequenas contribuições do partido e de angariação de fundos. A maior despesa do BE será com comícios e espetáculos (484 mil euros).

Em quinto lugar está o CDS com um orçamento de 700 mil euros totalmente coberto pela contribuição de mesmo valor do próprio partido. A maior despesa será com custos administrativos e operacionais (175 mil euros). 

Aliança e Chega com mais gastos que PAN

Ainda nos partidos que já têm assento parlamentar surge o PAN com um orçamento de 138 mil euros, também apoiado na subvenção estatal, cuja maior despesa será com custos administrativos e operacionais (86 mil euros). Contudo, o PAN é ultrapassado por dois partidos estreantes, o Aliança e o Chega, no que toca aos orçamentos previstos, tal como já tinha ocorrido nas Europeias, eleição em que esses dois partidos não conseguiram eleger.

O Aliança de Pedro Santana Lopes prevê gastar 250 mil euros, contando com uma subvenção estatal do mesmo valor, e o Chega 150 mil euros, contando com zero de subvenção estatal e uma angariação de fundos de 150 mil euros. Em ambos os partidos a maior despesa será com estruturas, cartazes e telas.

Ainda com um orçamento significativo surge o Partido Democrático Republicano (PDR) com um orçamento de 100 mil euros e a Iniciativa Liberal com um orçamento de 50 mil euros. Também nestes dois partidos, que são menos conhecidos, os maiores gastos são com estruturas, cartazes e telas.

Os restantes partidos, como o LIVRE, o PCTP/MRPP, o PNR, o PTP, o JPP, o PURP ou o RIR têm orçamentos mais reduzidos. No caso do Partido da Terra (MPT), este conta não gastar nada com a campanha das legislativas.

Apesar destes orçamentos serem entregues à ECFP, ainda são uma previsão e não um limite que os partidos têm para gastar. Ou seja, em vários casos, os gastos acabam por ser maiores do que o previsto. Contudo, também há casos de candidaturas cujas despesas ficam aquém do orçamentado. 

O Partido Popular Monárquico, o Partido Operário de Unidade Socialista , o Movimento Alternativa Socialista e o Nós, Cidadãos! não apresentaram orçamentos, de acordo com o site da ECFP.



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