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Osborne alerta que o Reino Unido ficaria "permanentemente mais pobre" fora da UE

Num artigo para o The Times, o ministro britânico das Finanças defende que o "Brexit" levaria a economia do Reino Unido a encolher 6% até 2030, o que custaria anualmente 4.300 libras a cada família.

George Osborne, ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro
Reuters
Negócios 18 de Abril de 2016 às 10:57
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O Reino Unido ficará "permanentemente mais pobre" se os eleitores votarem a favor da saída do país da União Europeia (UE). O alerta é feito pelo ministro britânico das Finanças, George Osborne (na foto), esta segunda-feira, 18 de Abril, dia em que será publicado um relatório do Tesouro que estabelece os custos e benefícios da adesão à UE.

Segundo esse estudo, o "Brexit" levaria a economia britânica a encolher 6% até 2030, o que custaria 4.300 libras (cerca de 5.410 euros) a cada família anualmente.

Num artigo para o The Times, Osborne refere que "a conclusão é clara para a economia e para as famílias do Reino Unido – deixar a UE seria o mais extraordinário golpe auto-infligido".  

O governante adverte ainda que a opção favorecida pelo mayor de Londres, Boris Johnson – um acordo semelhante ao que existe entre a União Europeia e o Canadá – não é uma solução viável, na medida em que conduziria a uma contracção económica. Os defensores da permanência do Reino Unido na UE consideram que um acordo deste tipo seria um desastre para o país, porque exclui os serviços financeiros, uma parte crucial da economia britânica.

"É uma doutrina bem estabelecida do pensamento económico que uma maior abertura e interligação aumentam o potencial produtivo da nossa economia. Isto porque ser uma economia aberta aumenta a concorrência entre as nossas empresas, tornando-as mais eficientes, e cria incentivos para as empresas inovarem e adoptarem novas tecnologias", concretiza o ministro.

"A análise do Tesouro mostra que, sob todas as alternativas possíveis de associação entre o Reino Unido e a União Europeia, teríamos uma economia menos aberta e interligada – não apenas com a Europa mas, fundamentalmente, com o resto do mundo", continua Osborne. "Haveria menos comércio, menos investimento e menos negócios. Se deixarmos a UE é isto que vai acontecer: o Reino Unido será permanentemente mais pobre, tal como as famílias".

Os avisos de Osborne foram corroborados pelo ministro francês da Economia, Emmanuel Macron, que diz que o Reino Unido seria "completamente morto" nas negociações comerciais globais se escolhesse deixar o bloco dos 28.

"Hoje, vocês são fortes porque pertencem à União Europeia. Quando discutem a vossa indústria do aço com a China, são credíveis porque fazem parte da UE, e não porque são apenas o Reino Unido. Estariam completamente mortos de outra forma", considerou Macron em entrevista à BBC1.   

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