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Oxford vai arrancar com testes de vacina contra covid-19 já em maio

A Universidade de Oxford está já a recrutar voluntários para testar uma vacina contra o novo coronavírus. A investigadora Sarah Gilbert está confiante que pode haver resultados no outono.

Negócios jng@negocios.pt 17 de Abril de 2020 às 10:46
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A Universidade de Oxford está a recrutar voluntários para testar uma vacina contra a covid-19 que está a desenvolver. O objetivo é testar 500 pessoas já no próximo mês de maio, disse à revista cientifica Lancet Sarah Gilbert, professora na universidade britânica.

Numa primeira fase, os testes vão abranger voluntários com 18 a 55 anos que estejam em estágio inicial ou intermédio da doença, sendo depois alargados a pessoas mais idosas. No total das três fases previstas pela universidade deverão ser testados cerca de 5 mil voluntários.

"O melhor cenário é que, no outono de 2020, tenhamos um resultado de eficácia da fase 3 [a que envolve voluntários mais velhos]" e "a capacidade de fabricar grandes quantidades da vacina", revelou Sarah Gilbert à Lancet, citada pela Bloomberg. Porém, a investigadora sublinhou que estes prazos são o "melhor cenário" e "bastante ambiciosos" estando, por isso, sujeitos a alterações.

A primeira fase do estudo da Universidade de Oxford vai dividir os cerca de 500 voluntários em cinco grupos que serão observados durante seis meses, com a opção de acompanhamento de até um ano após o início dos testes.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) existem 70 vacinas contra o novo coronavírus a ser desenvolvidas em todo o mundo, com três delas já em fase avançada, uma vez que estão já a ser testadas em seres humanos.

Numa altura em que várias empresas farmacêuticas lutam para tentar chegar a uma vacina que resulte no combate ao novo coronavírus, a que está numa fase mais avançada parece ser a CanSino Biologics, de Hong Kong.

As outras duas que estão já a ser testadas em seres humanos pertencem às norte-americanas Moderna e Inovio Pharmaceuticals, segundo um documento divulgado pela OMS.

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