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Países do Norte rejeitam recapitalização da banca por perdas antigas

Recapitalização directa dos bancos junto dos fundos de emergência será possível, mas apenas para corrigir perdas incorridas já sob a nova supervisão. Perdas antigas "são responsabilidade dos governos nacionais", dizem Alemanha, Holanda e Finlândia.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 26 de Setembro de 2012 às 10:26
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Os ministros das Finanças da Alemanha, Finlândia e Holanda estiveram reunidos em Helsínquia e indicaram em comunicado que os bancos poderão recapitalizar-se directamente junto do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) mas só para corrigir perdas em que incorram já ao abrigo da nova supervisão europeia.

“O MEE poderá tomar responsabilidade directa por problemas que surjam ao abrigo da nova supervisão, mas os activos antigos devem manter-se sob a responsabilidade das autoridades nacionais”, lê-se em comunicado divulgado após a reunião.

A declaração vem colocar em questão o acordo atingido na última cimeira europeia, em que os líderes prometeram mover esforços no sentido de quebrar o elo entre risco de bancos e risco de países. Nas últimas semanas, tem vindo a ser debatida e preparada a entrega de poderes de supervisão ao Banco Central Europeu (BCE).

O alemão Wolfgang Schäuble já tinha dito anteriormente que para o BCE assumir essa responsabilidade, os bancos têm de ser sujeitos a “testes de stress” e, se necessário, serem recapitalizados pelos governos nacionais. Só depois o BCE deverá assumir o risco.

Espanha já recebeu disponibilidade dos parceiros europeus para que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) empreste até 100 mil milhões de euros ao Estado espanhol para que este recapitalize a banca. Estima-se que só 60 mil milhões serão usados.

Esse será um empréstimo garantido, no entanto, pelo Estado espanhol, e não uma recapitalização da banca junto dos mecanismos de emergência europeus. Os três países mais ricos da Zona Euro e únicos com notação de crédito máxima, esclarecem assim que não poderão ser partilhados os riscos de uma recapitalização por perdas antigas adicionais que venham a surgir em Espanha ou em outros países da Zona Euro.
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