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Papandreou: Portugal é muito mais vítima da crise internacional do que a Grécia

Georges Papandreou, presidente da Internacional Socialista, disse à Lusa que Portugal foi "muito mais uma vítima" da crise internacional do que a Grécia e defendeu reformas e monitorização da banca como soluções para a crise na Europa.

Lusa 05 de Fevereiro de 2013 às 15:41
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"Portugal é muito mais uma vítima da crise internacional e da crise do euro porque Portugal não teve o tipo de dívidas e de défice que a Grécia teve", disse hoje, em entrevista à Lusa, Georges Papandreou, ex-primeiro-ministro grego e actualmente presidente da Internacional Socialista.

 

Para Papandreou, a solução para a crise económica e financeira da Europa não pode ser "simplesmente a austeridade" e, em entrevista à Lusa, defendeu reformas que podem "levar tempo".

 

"Precisamos do apoio da União Europeia para acalmar os mercados para fazermos reformas e sermos mais competitivos e assim lidarmos com as dívidas, mas a União Europeia fez o contrário, pediu para se resolver o défice primeiro e só mais à frente fazer as reformas e isto criou grandes problemas sociais", disse.

 

Para o actual presidente da Internacional Socialista, a Europa deve ter respostas para o crescimento, defendeu os "euro bonds" e o investimento "em grandes projectos sustentados, como a ligação ferroviária entre Portugal e Espanha", a energia verde, criação de empregos para, afirmou, tornar a economia mais competitiva.

 

"Não se trata apenas de um problema entre os países que estão sob o programa de ajustamento financeiro e a Alemanha. Temos de convencer toda a gente que este é um problema comum, não apenas aos países que foram atingidos por causa da falta de confiança, mas de toda a Zona Euro", disse ainda o ex-primeiro-ministro do governo do PASOK.

 

"Temos um Banco Central que não é activo. O problema é Europeu mas as ferramentas são ao nível nacional e as pessoas sentem que um euro em Portugal e na Grécia é diferente do que um euro na Alemanha", afirmou ainda Papandreou, que sublinhou a necessidade de "monitorização" da banca.

 

"Nós não temos uma política comum sobre o sistema bancário apesar de termos a mesma moeda e isto cria problemas", concluiu.

 

Georges Papandreou, que preside à Internacional Socialista, cujo conselho se realiza desde segunda-feira em Cascais, Lisboa, foi primeiro-ministro do Governo do PASOK, na Grécia, entre Outubro de 2009 e Novembro de 2011, quando se demitiu, dando lugar a um Governo de coligação.

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