Europa Finlândia discute permanência na Zona Euro nas próximas semanas

Finlândia discute permanência na Zona Euro nas próximas semanas

O Parlamento finlandês vai discutir nas próximas semanas se o país deve ou não sair da Zona Euro. Em causa está a insatisfação sobre o desempenho económico do país de um grupo que fez uma petição ao Parlamento.
Finlândia discute permanência na Zona Euro nas próximas semanas
Inês F. Alves 10 de março de 2016 às 15:20

Escreve a Reuters esta quinta-feira, 10 de Março, que o Parlamento finlandês vai debater nas próximas semanas a permanência do país na Zona Euro. A iniciativa é fruto de uma petição com mais de 53 mil assinaturas e que exige um referendo sobre esta matéria.

Segundo a agência, é pouco provável que a iniciativa conduza o país à saída da Zona Euro – uma vez que um Eurobarómeto de Novembro revela que 64% dos finlandeses é favorável à moeda única -, mas reflecte a insatisfação face ao desempenho económico do país.

"Ainda não decidimos a data, mas um debate preliminar deverá ter lugar na sessão plenária [do Parlamento] nas próximas semanas", adiantou Johanna Sarhimaa, secretária parlamentar, citada pela Reuters.

A economia finlandesa cresceu apenas 0,4% no ano passado, depois de três anos de contracção, com a economia a ser penalizada pelos custos do trabalho, pelo declínio da tecnológica Nokia e a pela recessão russa.

O governo de centro-direita está a trabalhar no sentido de equilibrar as finanças públicas e melhor a competitividade das exportações através de uma desvalorização interna, o que resulta no corte de benefícios dos trabalhadores.

Paavo Vayrynen, membro do Parlamento Europeu e autor desta petição, comparou o desempenho do país ao de países vizinhos que não integram a Zona Euro, como a Suécia, e que cresceram a um ritmo superior nos últimos anos.

"Devemos revitalizar a nossa economia saindo da Zona Euro e recuperando a nossa moeda, com uma taxa de câmbio que flutue livremente. Isto vai restaurar a nossa competitividade", acredita o responsável, citado pela Reuters. "Se o Parlamento apoiar esta petição, eu instaria o governo legislar no sentido de convocar um referendo", acrescentou.




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