Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Parlamento grego aprova pacote de austeridade (act)

Papademos reuniu o voto favorável de pelo menos 151 deputados, garantindo a aprovação do pacote de austeridade, indispensável para o pais receber nova ajuda e não entrar em incumprimento.

Negócios com Lusa 12 de Fevereiro de 2012 às 22:56
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
A Grécia aprovou hoje, cinquenta minutos após a hora prevista do início da votação, o memorando de entendimento com a 'troika', que define um novo pacote de austeridade, condição para Atenas receber o segundo resgate, que livra o país da bancarrota.

Com uma cómoda maioria de 200 votos a favor e 74 contra (num universo de 300 deputados), os deputados deram luz verde ao acordo. Contra o acordo, votaram os partidos da esquerda, tal como tinham anunciado, mas também 11 deputados do socialista PASOK e nove da conservadora Nova Democracia (ND), que assim furaram a disciplina de voto das duas formações que compõem o Governo de coligação em exercício.

Também se abstiveram nove outros parlamentares do PASOK e um da ND, tal como o grupo parlamentar do LAOS, a formação de extrema-direita que esta semana abandonou o Executivo por divergências.

O país necessita de financiamento até 20 de março, quando tem de reembolsar 14,5 mil milhões de euros aos credores de dívida pública.

O documento inclui um novo calendário de privatizações e planos de reformas estruturais ao nível fiscal e no sistema de justiça e define a meta de um défice orçamental primário inferior a 2,06 mil milhões de euros em 2012, para chegar ao final de 2013 com um excedente primário de, pelo menos, 3,6 mil milhões de euros, que deverá subir para 9,5 mil milhões de euros, em 2014.

O pacote de austeridade prevê, entre outras medidas, colocar 15.000 funcionários públicos numa reserva de trabalho, pagos a 60 por cento do salário-base, antes de serem demitidos depois de um ano ou dois.

Prevê ainda o corte de 22% do salário mínimo e diminuir as pensões e pensões complementares de maior valor de forma a poupar 300 milhões de euros, para além de outras medidas.

100 mil pessoas nas ruas

Antes da votação ter lugar, o primeiro-ministro grego criticou os protestos violentos que se registaram em Atenas contra o plano de austeridade do Governo de coligação, durante o debate parlamentar que votará um segundo memorando da 'troika'.

"A violência e a destruição não têm lugar em democracia", disse Lucas Papademos, depois das manifestações que hoje abalaram a capital grega, contra o plano económico que o parlamento acabou por aprovar. O primeiro-ministro acrescentou que a Grécia "não se pode dar ao luxo" de se manifestar "em momentos cruciais".

Também George Papandreou, ex-primeiro-ministro grego e líder do Partido Socialista PASOK, tinha apelado aos deputados para votarem a favor do novo acordo de rigor porque "é a única esperança para o país".


"É necessário que o país continue de pé, temos de vencer esta luta [para a Grécia continuar na zona Euro], agora é hora da responsabilidade", afirmou o líder socialista diante dos 300 deputados do Parlamento grego.

A capital grega Atenas foi hoje a ser palco de manifestações com cerca de 100 mil pessoas nas ruas, tendo-se registado confrontos entre manifestantes e a polícia, estando esta noite vários edifícios em chamas.

Ver comentários
Outras Notícias