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Partido Democrático japonês reuniu-se com aliados para negociar coligação para Governo

Sem surpresa, o Partido Liberal Democrata (PLD) perdeu as eleições deste domingo. Mas poucos esperavam que o fim de quase 55 anos de controlo praticamente ininterrupto ficasse marcado por uma derrota tão estrondosa.

Negócios com Lusa 31 de Agosto de 2009 às 08:55
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O Partido Democrático do Japão (PD), vencedor nas eleições do Japão, reuniu-se hoje com os seus aliados, o Partido Social Democrata (PSD) e o Novo Partido do Povo (NPP), para negociar a coligação para o Governo.

Segundo a agência local Kyodo, o líder do PD e primeiro-ministro eleito, Yukio Hatoyama, conversou com Naoto Kan, outro dos fundadores do Partido Democrático em 1998, e com o anterior presidente da formação, Ichiro Ozawa, sobre o novo Governo. Yukio Hatoyama tinha dito que se o seu partido ganhasse as eleições alguns dos cargos do executivo seriam para o PSD e para o Novo Partido do Povo.

Sem surpresa, o Partido Liberal Democrata (PLD) perdeu as eleições deste domingo. Mas poucos esperavam que o fim de quase 55 anos de controlo praticamente ininterrupto ficasse marcado por uma derrota tão estrondosa.

Segundo as estimativas, o PD deverá obter entre 298 e 329 dos 480 lugares da Câmara dos Deputados (muito acima dos 241 necessários para a maioria absoluta). O grande derrotado é o Partido Liberal Democrata (PLD, conservador), que não deverá ter mais que entre 84 e 131 lugares.

O primeiro-ministro Taro Aso já reconheceu a derrota, avançando a intenção de demitir-se da presidência do PLD. "Assumo as minhas responsabilidades e vou demitir-me", referiu. Taro Aso, que atingiu recordes de índices negativos de popularidade, deverá no entanto manter-se à frente do Governo até à eleição do novo primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, pelo Parlamento, dentro de duas semanas.

Já com a maioria no Senado, o PD vai ter um controlo absoluto no Parlamento e o caminho livre para conduzir o seu programa de reformas.

Depois de ter agradecido aos eleitores pela vitória, Yukio Hatoyama, sorridente, declarou que o "principal desafio será fazer desta vitória, a [vitória] do povo, sem ser arrogante".

Apesar do simbolismo político e da votação histórica, trata-se basicamente de uma revolução relutante, bem ao estilo japonês, fruto muito mais do desgaste do partido no Governo do que do vigor da oposição.
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