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Partidos do Governo unem-se para dizer que PS é que "desbaratou dinheiros públicos"

As montanhas e os ratos, as formigas e as cigarras. As fábulas foram, esta quarta-feira, utilizadas na esgrima de argumentos sobre as fundações entre os partidos com assento parlamentar.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Setembro de 2012 às 20:04
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De um lado, o Partido Socialista. A critica aos “cortes diminutos” anunciados na resolução que determina o destino de fundações portuguesas. Do outro lado, o Partido Social Democrata e o Partido Popular. A critica aos cortes que não foram feitos durante o governo socialista.

No plenário desta quarta-feira, que contou com a presença do secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, Carlos Zorrinho começou por dizer que “quando é preciso cortar nas gorduras, o Governo fica sempre aquém [do esperado]”. E, acrescentou o líder parlamentar do PS, não mostra os motivos das suas decisões. “Atiram olhos para os olhos dos portugueses”, opinou.

Ontem, Zorrinho tinha já sido critico do trabalho do Governo de Pedro Passos Coelho logo depois de serem conhecidas as decisões do conselho de ministros numa resolução publicada em “Diário da República”: Quatro fundações extintas, 13 a extinguir mas dependentes do aval das instituições do Ensino Superior e outras 21 propostas de extinção, que dependem da decisão de autarquias. Zorrinho disse, em relação a estes números, que a “montanha pariu um rato”.

Foi com base nessa declaração de ontem que o deputado Fernando Negrão respondeu hoje a Zorrinho no Parlamento. Para o deputado social-democrata houve sim “muitas montanhas que pariram um rato”. Mas durante o governo socialista.

“Desbaratar dinheiros públicos. Isso sim foi o vosso trabalho”, acusou Negrão, pegando, depois, na expressão deste fim-de-semana de Miguel Macedo para classificar o trabalho do actual Governo como um “trabalho de formiga” e o do PS como o trabalho de uma “cigarra”.

Telmo Correia, do CDS-PP, afirmou, da mesma forma que o colega de coligação, que a decisão governamental é “um passo no sentido certo”. Não quis responder se as poupanças conseguidas – até 200 milhões de euros, segundo Hélder Rosalino – são poucas ou não. Deixou sim uma farpa ao PS. “Quantas fundações criaram e quantas fundações cortaram nos últimos seis anos de Governo?”, questionou.
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