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Pascal Lamy promete continuar empenhado num acordo na OMC

O director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) promete não baixar os braços e continuar a bater-se por um regime mais liberal de trocas que permita num futuro próximo concluir com êxito a Ronda de Doha iniciada há sete anos.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 09:27
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O director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) promete não baixar os braços e continuar a bater-se por um regime mais liberal de trocas que permita num futuro próximo concluir com êxito a Ronda de Doha iniciada há sete anos.

“Vou continuar a empenhar-me num melhor sistema de comércio mundial e vou tentar repor tudo 'nos trilhos'”. Pascal Lamy falava ontem à noite em Genebra, após ter sido forçado a admitir mais um fracasso – o terceiro desde 2001 – do mais recente encontro ministerial, iniciado em 21 de Julho, entre mais de 30 países da organização.

Lamy recusou apontar “culpados” embora tenha admitido que, ao cabo de nove dias de discussões, o impasse entre os negociadores voltou a centrar-se essencialmente sobre a agricultura.

As divergências entre EUA, por um lado, e China e Índia, por outro, quanto à chamada clausula de salvaguarda foram a causa próxima do fracasso da ronda.

A clausula de salvaguarda permitiria a um país aplicar direitos excepcionais sobre produtos agrícolas face a um forte aumento das importações ou uma baixa dos preços com o objectivo de proteger os seus próprios agricultores. Nova Deli e Pequim desejavam que o patamar de desencadeamento deste mecanismo fosse colocado relativamente baixo, em torno dos 10%, mas Washington diz temer que este possa transformar-se num instrumento proteccionista.

Pascal Lamy esclareceu, porém, que as matérias já acordadas entre os 153 estados membros da OMC – dos vinte pontos em suspenso, 18 terão sido acordados - não serão adoptadas enquanto o conjunto de temas do ciclo não merecer acordo.

"Veja-se o caso da eliminação dos subsídios à exportação, que são matéria de discussão desde há três anos. Como não se terminou a ronda, vão continuar pendentes", sublinhou.

O director-geral da OMC disse ainda que não se pode pronunciar sobre um próximo calendário, porque os próximos passos serão decididos pelos estados membros
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