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Passos Coelho critica "discurso dúplice" do Governo em relação à UE

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, criticou hoje o "discurso dúplice" do Governo em relação à União Europeia, acusando os partidos que o apoiam de terem "uma agenda definida para que Portugal saia do Euro".  

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, lamentou a morte do antigo Presidente da República, que classificou como 'um grande democrata' e 'um político polémico'. 'É um dia triste para todos os portugueses', referiu Passos Coelho, à margem de uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Para Passos Coelho, 'será impossível' escrever a História de Portugal das últimas dezenas de anos 'sem nelas encontrar referências múltiplas à intervenção política de Soares, em muitas ocasiões decisiva'. 'Como um grande democrata que foi, o doutor Mário Soares foi também um político polémico, que combateu pelas suas ideias, há de ter feito muitos amigos, terá tido também com certeza muitos adversários ao longo de todos estes anos', acrescentou.
Passos Coelho endereçou uma mensagem de 'sentido pesar' à família e uma mensagem 'de condolências' ao PS, partido de que Mário Soares foi fundador.
Lusa 25 de Abril de 2017 às 22:31
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"São aqueles que nos governam hoje, aqueles que mais batem na Europa, que mais maldizem a Europa, que mais culpam a Europa e hoje já nem sequer o disfarçam, como se se tratasse de uma coisa menor os partidos que apoiam o Governo terem uma agenda definida para que Portugal saia do euro, para combater esta União Europeia", afirmou Passos Coelho.

 

O líder social-democrata, que falava durante a apresentação do candidato do PSD à Câmara de Gaia nas autárquicas de Outubro, criticou as "muitas contradições" do Governo e da "maioria que o suporta" e questionou: "por que razão aqueles que nos governam têm um discurso tão dúplice quando olham para a União Europeia?".

 

Passos Coelho reprovou mesmo aqueles que, "ao mesmo tempo celebram o legado de Mário Soares", "hoje conseguem fazer essas referências sem corar de vergonha, quando ao lado os partidos que apoiam o Governo têm um projecto" para que Portugal saia "do Euro e da União Europeia".

 

O líder do PSD disse não haver uma perspectiva sobre quando a notação de Portugal "sai do lixo" porque "ainda ninguém lá fora percebeu como é que se tenciona cumprir nos próximos anos os objectivos a que o Governo se diz propor".

 

"E ainda não se percebeu, porque o Governo ainda não sabe. E se sabe, está muito caladinho como esteve no ano passado para não ter de assumir a responsabilidade das decisões que toma", acrescentou.

 

Segundo Passos Coelho, "o ano passado essas decisões passaram por cortar no investimento público".

 

Questionando se "será assim que os socialistas tencionam fazer o caminho dos próximos anos", o líder do PSD perguntou ainda se o PS pretenderá fazer "um jogo de sombras sem assumir as responsabilidades, mudando a feição da austeridade, mas intensificando-a de maneira a poder garantir que as metas orçamentais são atingidas".

 

Para o social-democrata, o Governo não quer dizer como vai fazer para não perder "o apoio do povo que assim perceberá melhor que há uma política nos discursos e outra nas decisões que se tomam".

 

"Aqueles que hoje por estarem no poder fazem de conta que os problemas não existem, fazem uma conversa doce para encantar, quando na verdade revertem reformas estruturais importantes que nos impedirão de crescer tanto quanto tínhamos direito a crescer", salientou, acrescentando que "na verdade se tornam os maiores situacionistas porque não têm uma agenda de reformas que nos permita pensar que o país no futuro irá mais longe que o que já foi".

 

O líder social-democrata falava durante a apresentação da candidatura de Cancela Moura à presidência da Câmara Municipal de Gaia, sessão que contou também com a presença do dirigente nacional do CDS-PP Pedro Mota Soares e do eurodeputado Paulo Rangel.

 

Entre os ilustres que assistiram à apresentação da candidatura da coligação PSD/CDS "Gaia de Novo" estiveram também Aguiar-Branco, Matos Rosa, Rui Rio, Álvaro Almeida, Virgílio Macedo, Bragança Fernandes, António Tavares e Miguel Seabra.

 

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