Política Passos Coelho diz que faltou "decência" para justificar saída de Joana Marques Vidal

Passos Coelho diz que faltou "decência" para justificar saída de Joana Marques Vidal

O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disse que faltou "decência" para "assumir com transparência" os motivos que levaram à substituição de Joana Marques Vidal como procuradora-geral da República (PGR), cargo que será ocupado por Lucília Gago.
Passos Coelho diz que faltou "decência" para justificar saída de Joana Marques Vidal
Lusa 21 de setembro de 2018 às 00:22

"Nestes anos de mandato, que a Constituição determina poder ser renovável, entendeu quem pode que a senhora procuradora deveria ser substituída. Não houve, infelizmente, a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição", escreve Passos Coelho, num artigo de opinião publicado na quinta-feira no jornal 'online' Observador.

 

O Presidente da República anunciou esta noite, no 'site' da Presidência, a escolha da procuradora-geral adjunta Lucília Gago para substituir Joana Marques Vidal, por proposta do Governo, como nova procuradora-geral da República.

 

O ex-primeiro-ministro social-democrata, que propôs em 2012 a nomeação de Joana Marques Vidal para o cargo de PGR, defende que se preferiu a "falácia da defesa de um mandato único e longo para justificar a decisão".

 

"A Constituição não contém tal preceito, e é público que um preceito desta natureza, há anos defendido pelo Partido Socialista, foi recusado em termos de revisão constitucional, sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos", acusou o antigo presidente do PSD.

 

No seu artigo, Passos Coelho prestou ainda um reconhecimento público pela "acção extraordinária" que Joana Marques Vidal desenvolveu no topo da hierarquia do Ministério Público.




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