Economia Passos Coelho pede "desculpa aos portugueses" por apoiar medidas de austeridade (act)

Passos Coelho pede "desculpa aos portugueses" por apoiar medidas de austeridade (act)

Passos Coelho começou hoje por pedir desculpa aos portugueses por ter dado o seu apoio ao Governo. Para o líder do PSD isso só aconteceu porque "quis salvar o país de uma situação que seria desastrosa" e porque as condições que impôs, nomeadamente um corte na despesa permanente mas um aumento temporário nos impostos foram aceites.
Ana Filipa Rego 13 de maio de 2010 às 17:02
Passos Coelho começou hoje por pedir desculpa aos portugueses por ter dado o seu apoio ao Governo. Para o líder do PSD isso só aconteceu porque “quis salvar o país de uma situação que seria desastrosa” e porque as condições que impôs, nomeadamente um corte na despesa permanente mas um aumento temporário nos impostos foram aceites.

“Quero em primeiro lugar começar por pedir desculpa aos portugueses por ter hoje dado o meu apoio” ao Governo nas medidas de austeridade hoje aprovadas em Conselho de Ministros. Apesar de não se sentir responsável "elas representam um conjunto de medidas duras para os portugueses".

Passos Coelho assume a quota de responsabilidade nestas medidas, sublinhando que “não lavo as minhas mãos” e que “é importante numa altura em que as anunciamos” se dê uma palavra ao país por aquilo que se passou.

Passos Coelho explicou que temos vivido “uma situação difícil em toda a Europa”, chegando mesmo a “temer-se a continuação do euro”, sublinhando se trata do “maior aperto e maior aflição de que há memória”.

Para o líder do PSD, a razão porque Portugal “tem estado no radar das agências de ‘rating’ deve-se a uma situação de fragilidade” da nossa economia e finanças públicas.

Por isso, “hoje estamos a pagar o preço por vários anos de políticas erradas que têm colocado Portugal muito dependente do financiamento externo”.

E neste contexto, explica Passos Coelho, “hoje é altura de dar as mãos ao país” e foi por ter noção do que a Europa fez por economias “mais frágeis” que Portugal “não sairá da zona de risco se não tomar medidas mais duras” de consolidação orçamental, de redução do défice já em 2010, “que Portugal decidiu cooperar com o Governo”.

No entanto, o PSD impôs condições que foram aceites, afirmou o responsável explicando que concordou com um aumento de impostos como medida extraordinária ou temporária mas também acompanhado de uma redução na despesa permanente.

Passos Coelho disse ainda que se hoje cooperaram com o Governo para impedir que uma situação mais grave acontecesse, é importante que se preparem reformas importantes em Portugal o que “não se faz com idealismo político, com grandes investimentos que não podemos cumprir”, mas sim dando incentivos aos que nos ajudem a diminuir a dívida externa.

Revelou também que vai apresentar uma proposta, que foi aceitepelo Governo, para ser criada uma comissão de acompanhamento da execução orçamental.



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