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Passos Coelho: “Temos de nos preparar para o momento em que caminharmos pelo nosso próprio pé”

O primeiro-ministro defende que a reforma do Estado é um “imperativo de coesão social”, numa altura em que considera que “o nosso Estado social não é suficientemente eficaz”, pelo que precisa de ser reformado.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2013 às 09:58
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Numa conferência sobre responsabilidade social, Passos Coelho salientou a importância de se reformar o Estado, considerando que esta é uma medida para assegurar a coesão social.

 

O primeiro-ministro diz que o trabalho desenvolvido pelo Governo desde que tomou posse foi tentar “impedir que a dívida acumulada e a incerteza internacional pudessem conduzir a uma ruptura de financiamento”.

 

“A coesão social não deixará de sair afectada se o País não se preparar para uma despesa sustentada. Temos de nos preparar para o momento em que caminharmos pelo nosso próprio pé”, porque esse será o “momento em que voltaremos a depender essencialmente por nós próprios. Que irresponsabilidade seria” se não estivéssemos preparados, acrescentou no discurso de abertura de uma conferência que decorrer esta segunda-feira em Aveiro, transmitido pela TVI24.

Passos Coelho sublinhou que quando Portugal sair da alçada da troika, as “fragilidades estarão expostas”. “Trata-se de nos tornarmos mais fortes para não voltarmos a passar pelas mesmas dificuldades”, salientou referindo-se ao trabalho que tem de ser desenvolvido pelo País.

 

O primeiro-ministro salientou que “o Estado pesa demasiado sobre a actividade económica” ao mesmo tempo que exige. “O Estado foi, ao longo da última década, um obstáculo à criação de riqueza.”

 

Passos Coelho criticou ainda as pessoas que “insistiram nesta contradição” de um Estado pesado, que empurrou a economia para “uma situação insustentável. Nós não partilhamos desta cega adoração do Estado.”

 

E deu um exemplo para demonstrar que o Estado social não funciona como deveria. “A taxa de pobreza é inferior à média europeia”, antes de se considerar as prestações sociais. “Mas depois das transferências sociais, a taxa cai menos do que noutros países, de tal forma que se torna superior à média europeia. O que devemos concluir? O nosso Estado social não é suficientemente eficaz. Não faz o que deveria fazer.”

               

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