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Passos confiante que 2014 pode "coroar positivamente os esforços dos portugueses”

A situação de Portugal actual é “mais positiva” do que a que existia no final do programa de ajuda externa de 1983-85. “Os rendimentos caíram mais nessa altura do que agora”, salientou o primeiro-ministro num discurso em que demonstrou confiança de que 2014 será um ano de “recuperação económica efectiva”.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Dezembro de 2013 às 20:33

Pedro Passos Coelho realçou, no discurso de abertura do jantar de Natal do PSD, que o país está “praticamente na recta final” do programa de ajustamento, salientando que “faltam cinco meses” para o seu fim.

 

“É importante valorizar todos os aspectos importantes e positivos que podemos coleccionar e que nos ajudam a acreditar que será bem-sucedida. Há redobradas razões para olhar para o futuro com confiança”, salientou.

 

O primeiro-ministro estabeleceu uma comparação entre o actual período de resgate financeiro e o anterior, que decorreu entre 1983 e 1985.

 

“A resposta que hoje obtivemos foi mais positiva do que a que se fez sentir naquela altura. Quando as restrições são grandes, evidentemente causa muita dor social e tem impacto significativo sobre as pessoas e instituições”, mas “quando medimos o impacto temos hoje uma situação ao nível de rendimentos que não é desfavorável com o que aconteceu em 1983 e 1985. Os rendimentos caíram mais nessa altura do que agora. E quando olhamos para o conjunto de prestações sociais que o Estado tem por missão garantir, o valor caiu mais nessa altura do que agora. Isso é importante porque tivemos de pedir muito menos [dinheiro] do que pedimos desta vez.”

 

“Não digo isto para dourar a pílula, para dizer que está a ser fácil. Sabemos que está a ser muito difícil. Não podemos deixar de nos lembrar os sacrifícios muito grandes que os portugueses tiveram de fazer. Mas a verdade é que podemos dizer que os sacrifícios têm vindo a produzir resultados que nos permitem pensar que vamos fechar o programa” de resgate no período determinado. “Em 2014 teremos ano de recuperação económica efectiva”, acrescentou.

 

O primeiro-ministro disse ainda que os dados disponíveis apontam para que o final do ano seja positivo em termos económicos, mantendo assim a evolução que se verifica desde o segundo trimestre do ano.

 

O que “significa que quando olhamos para o crescimento da economia, do emprego e para o desemprego, ficamos cada vez mais confiantes em como o ano de 2014 pode ser uma forma de coroar positivamente os esforços dos portugueses e dar oportunidade de olharmos para o futuro com mais esperança e confiança”, adiantou.

 

Mas o discurso não foi pautado apenas por dados positivos. Passos Coelho reiterou que ainda há um caminho a percorrer no pós-troika. “Temos muito que fazer no pós-troika, não apenas manter a determinação de continuar a ter finanças públicas saudáveis”, mas também ter um orçamento “que possa dar as famílias a expectativa de poderem ficar com mais rendimento.”

 

E realçou que a “missão de um social-democrata e de um partido social democrata” é, “apesar da circunstâncias negativas nunca perder de vista que além de resolver os problemas somos também guiados para construir uma sociedade que ofereça reais oportunidades para todos os portugueses vencerem na vida. Essa é sempre uma obra inacabada, mas que tem de ser intensificada.” 

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