Política Passos lembra que nos governos de Sócrates “foram destruídos 236 mil empregos”

Passos lembra que nos governos de Sócrates “foram destruídos 236 mil empregos”

O primeiro-ministro voltou a insistir no facto de, entre 2013 e 2015, o seu Governo ter criado “175 mil novos empregos”. E acusou o PS de ter começado a governar com uma taxa de desemprego de 7,5% e de ter acabado com 12,1%. Mas o saldo de Passos é ainda pior.
Passos lembra que nos governos de Sócrates “foram destruídos 236 mil empregos”
Bruno Simões 14 de julho de 2015 às 22:14

O desemprego continua a ser um dos maiores problemas no país, assumiu Passos Coelho numa entrevista concedida esta noite à SIC. Porém, ainda que tenha existido uma destruição de empregos no início da legislatura, "a partir de 2013 houve uma melhoria". "Entre Janeiro de 2013 e Abril de 2015, criámos na economia 175 mil novos empregos", insistiu, replicando uma ideia que já tinha apresentado no Parlamento. Já o PS, "entre 2005 e Junho de 2011, destruiu 236 mil postos de trabalho".

 

"Entre 2005 e 2011, que foi rigorosamente o período em que o PS esteve no Governo, a economia perdeu cerca de 236 mil empregos. Perdeu-os", recordou Passos Coelho. O primeiro-ministro continuou: "a taxa de desemprego em 2005, quando o PS chegou ao Governo, era de 7,5%. Quando cheguei era de 12,1%". Ou seja "enquanto o PS foi Governo, a taxa de desemprego subiu".

 

A consequência "é que estruturalmente tivemos menos empregos e contribuições para a Segurança Social, mas tivemos também, do ponto de vista económico, um modelo que produziu mais destruição de empregos", sustentou.

 

Passos reconheceu que "o desemprego aumentou durante os primeiros anos, mais do que aquilo que estava previsto", mas isso também aconteceu com "o défice orçamental de 2011", que "foi bastante maior do que o previsto no memorando, logo o esforço que tivemos de fazer foi muito superior".

 

E esses empregos, garante Passos Coelho, "têm melhores condições". "Há menos emprego a tempo parcial e mais a tempo completo, e por cada empregado com contrato a termo, há três com contrato sem termo". Em resumo, "a precariedade diminuiu, ao contrário do que muitas vezes se apregoa". Uma ideia que também já havia sido vincada num debate quinzenal em Maio.

 

Passos "esqueceu-se" da destruição de 420 mil empregos

 

Apesar de ter afirmado que criou 175 mil postos de trabalho, Passos Coelho não quantificou os empregos que foram destruídos nos primeiros anos da legislatura. Tal como escreveu o Negócios em Maio, quando Passos Coelho puxou pela primeira vez os galões da criação de emprego, entre o primeiro trimestre de 2011 e o primeiro trimestre de 2013, 420 mil pessoas deixaram de trabalhar.

 

Na altura, Passos Coelho referiu que tinham sido criados 130 mil postos de trabalho, pelo que o saldo era negativo em 298 mil empregos. Assumindo que foram efectivamente criados 175 mil empregos até Abril, como afirmou o primeiro-ministro, o saldo desta legislatura continua a ser negativo em 253 mil empregos – um resultado, ainda assim, pior que o que Passos Coelho atribui a José Sócrates.




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