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Passos reivindica ideia de que ajudou a desbloquear negociações e recusa humilhação a Atenas  

O primeiro-ministro português diz que foi sua a ideia que acabou por vingar no plano de privatizações da Grécia e rejeitou a ideia de que Atenas tenha sido alvo de ameaças ou humilhação.  

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Lusa 13 de Julho de 2015 às 09:33
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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assegurou hoje, em Bruxelas, que "Portugal manteve sempre uma atitude muito construtiva" nas negociações com a Grécia e apontou que foi inclusivamente uma ideia sua que ajudou a desbloquear o último obstáculo.

 

"Devo dizer até que, curiosamente, a solução que acabou por desbloquear o último problema que estava em aberto, que era justamente a solução quanto à utilização do fundo [de privatizações], partiu de uma ideia que eu próprio sugeri. Quer dizer que até tivemos, por acaso, uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema", disse Passos Coelho, numa conferência de imprensa no final da cimeira da zona euro.

 

Segundo Passos Coelho, foi Portugal que sugeriu que, do valor de 50 mil milhões de euros do fundo, "25 mil milhões pudessem ser utilizados para, de certa maneira, poder privatizar os bancos que estão agora a ser recapitalizados" e que, "acima desse valor, se pudesse então fazer uma utilização quer para abater à divida publica, quer para se poder financiar o crescimento em partes iguais".

 

"Foi justamente uma ideia que eu sugeri e que verifico que acabou por ser utilizada pelos negociadores com o primeiro-ministro grego", Alexis Tsipras, indicou.

 

O primeiro-ministro português considerou que "o acordo de princípio" alcançado hoje com a Grécia, após uma maratona negocial em Bruxelas, "é equilibrado" e rejeitou a ideia de que Atenas tenha sido alvo de ameaças ou humilhação.

 

Numa conferência de imprensa no final de uma cimeira da zona euro que terminou hoje de manhã, ao cabo de 17 horas, com um compromisso sobre um terceiro "resgate" à Grécia em troca de uma série de condicionalidades, por muitos classificadas como "humilhantes" para Atenas, Pedro Passos Coelho disse que não vê "como possa ser encarado como uma humilhação" uma nova ajuda de "quase mais 86 mil milhões de euros, mais do que Portugal recebeu num só programa".

 

O primeiro-ministro português apontou que, entre financiamentos anteriores, à luz dos dois anteriores programas de assistência e de dívida perdoada, "a Grécia terá recebido e visto perdoados mais de 400 mil milhões de euros", a que acrescerão agora 86 mil milhões de euros, pelo que tal só pode ser visto como "uma acção responsável e solidária" dos parceiros de Atenas.

 

Quanto ao fantasma de uma expulsão da Grécia da zona euro, o chamado "Grexit", apontou que, de facto, "durante a reunião do Eurogrupo não deixou de se considerar a possibilidade de uma saída da Grécia da zona euro se um acordo não fosse encontrado", mas considerou que tal não pode ser considerado uma ameaça, mas antes "uma constatação de uma consequência natural se não existisse um acordo", já que, nesse caso, a Grécia "não teria condições de permanecer" no espaço monetário único.

 

A cimeira da zona euro, iniciada domingo à tarde, terminou hoje de manhã, após 17 horas de negociações, com um acordo de princípio em torno de um terceiro resgate à Grécia para três anos, num valor de aproximadamente 86 mil milhões de euros, com uma série de condicionalidades que as autoridades gregas devem começar a legislar e implementar no imediato.

 

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