Política Passos: "Eles rebentam com os bancos e depois dizem que a culpa é minha e da Maria Luís"

Passos: "Eles rebentam com os bancos e depois dizem que a culpa é minha e da Maria Luís"

O presidente do PSD anteviu quarta-feira um cenário negro económico-social em Portugal, "muito antes das autárquicas" de 2017, ao fazer o balanço da primeira sessão legislativa do Governo PS, no Conselho Nacional do PSD.
Passos: "Eles rebentam com os bancos e depois dizem que a culpa é minha e da Maria Luís"
Paulo Duarte
Negócios com Lusa 21 de julho de 2016 às 01:06

O líder social-democrata deixou na noite passada duras críticas à actuação do Governo em relação ao sector financeiro, acusando o Executivo de culpar Passos e Maria Luís Albuquerque pelas dificuldades da banca e em favorecer a fuga de informações da Caixa Geral de Depósitos para a concorrência com a demora na indicação da nova administração do banco. 

"Eles [governo] querem rebentar com os bancos, fazer a vontade ao Bloco de Esquerda e depois querem dizer que a culpa é minha ou da Maria Luís", terá afirmado, segundo o Diário de Notícias, Passos Coelho na reunião da noite de quarta-feira do Conselho Nacional, realizada à porta fechada num hotel de Lisboa. 

O mesmo jornal refere ainda que o líder social-democrata insinuou, criticando a demora na nomeação dos novos administradores, que alguns dos possíveis novos vogais da Caixa podem estar a ter acesso a informação privilegiada sobre o banco e levá-la para a concorrência se não vierem a tomar posse.

De acordo com a Lusa, que cita fonte social-democrata não identificada, Passos denunciou ainda a "mentira" em torno do fim da austeridade - " A austeridade está cá toda" -, para dizer depois que a realidade se irá impor "muito antes das autárquicas" (Setembro/Outubro de 2017) e os portugueses vão aperceber-se e "sentir".


Dedicando-se a temas como economia, sistema financeiro e Europa, Passos Coelho considerou lamentável a anunciada estratégia de rápido crescimento e criação de emprego e investimento do secretário-geral socialista, António Costa, actual chefe do executivo apoiado também por BE, PCP e PEV, "que está a sair ao contrário".

De acordo com o Diário de Notícias, Passos criticou também quem pensa que o PSD desistiu do país - "Alguém acredita que estamos interessados em ir gerir a bancarrota do país" - e disse, segundo a Lusa, que há uma nova narrativa do Governo socialista, consistindo em atribuir agora a responsabilidade ao elenco anterior, liderado por si e Paulo Portas, e riscos e repercussões, já para o segundo semestre em termos de execução orçamental devido a dívida não reconhecida, nomeadamente no sector da saúde.

Passos Coelho comparou a situação actual à de 2010, quando Portugal só conseguia financiamento através da ajuda do Banco Central Europeu, pois "a margem para pedir emprestado é virtualmente nula".

 

O presidente do PSD condenou também o facto de o Governo estar a desbaratar a credibilidade e consolidação das contas públicas alcançada anteriormente perante uns "patetas alegres que acham que nada disto existe", ou seja, a degradação económica e social do país.




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