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Passos Coelho "dá" 17 de Maio aos portugueses

Pedro Passos Coelho anunciou, ao lado de quase todos os ministros do seu Governo, a saída sem cautelar do programa de ajustamento. E deu o 17 de Maio, data em que terminam os três anos de intervenção, aos portugueses.

Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 04 de Maio de 2014 às 22:42
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"Não será o dia nem do Governo, nem de nenhum partido político. Dia 17 de Maio será o vosso dia. Será o dia de homenagem a cada um de vós, o dia em que a nossa liberdade de decisão foi reconquistada por cada um de vós".

 

As palavras de Passos Coelho marcavam o tom do que se iria comunicar a seguir: Portugal sairá do programa de ajustamento sem cautelar. Ainda assim, o primeiro-ministro, rodeado do restante elenco governativo, admitiu que o caminho até aqui seguido é para continuar. Afinal, disse, "não é de um dia para outro que gozaremos de todos os benefícios de sermos autónomos".

 

Portugal será acompanhado, mesmo sem o programa de ajustamento. Um programa duro, reconheceu Passos Coelho. Com sacríficios, disse também, sem esquecer os desempregados, os funcionários públicos que tiveram corte de salários, os empregados do sector privado que tiveram instabilidade, os jovens que ficaram com menos perspectivas de futuro, os que tiveram de emigrar e os pensionistas que tiveram corte nas pensões. 

 

Ainda assim, "todos os portugueses estão de parabéns".

 

Mas, "esta não é a hora para voltar atrás. O que já conseguimos custou muito, e não seria aceitável deitar tudo a perder". Para Pedro Passos Coelho, "estamos no caminho certo para nunca mais permitir que Portugal passe por um outro colapso, um outro resgate, uma outra emergência nacional", assumindo que a recuperação do emprego e da economia "está no centro das prioridades" do Executivo. As reformas, assegurou, são para continuar.

 

"Depois do que juntos conseguimos, não há nada que juntos não possamos alcançar". À falta de consenso com o PS, Passos Coelho segura-se no consenso com os portugueses. "Foi a determinação extraordinária dos portugueses e de muitos parceiros sociais que nos permitiu superar os obstáculos. E é minha profunda convicção que os portugueses continuarão a ser o melhor garante do consenso nacional que dará força à nossa recuperação".

 

Passos Coelho elogiou os portugueses, colocou-lhes na mão a saída limpa e até começou por lembrar o 25 de Abril, os 40 anos da Revolução dos Cravos. O primeiro-ministro que, nessas comemorações, tem sempre levado o cravo à lapela.

 

Agora, Passos Coelho marcou bem a data do fim do programa de ajustamento. Para que não restem dúvidas: "o 17 de Maio de 2014 ficará na nossa história".

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