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Passos Coelho: Debate sobre dívida pública pode fazer país "perder muito"

O primeiro-ministro referiu que o país "até pode perder muito" com debates sobre a dívida pública e defendeu que o PS não deve usar esses debates "como desculpa" para evitar dizer o que pretende para o país.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 20 de Outubro de 2014 às 21:02
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"O país ganha pouco, e até pode perder muito, em ter grandes debates sobre a questão da dívida pública, mas concordo que o parlamento é o sítio adequado para que discussões dessas possam realizar-se", afirmou Passos Coelho esta segunda-feira.

 

O governante respondia assim ao projecto de resolução hoje apresentado pelo PS, que não menciona nem a reestruturação nem a renegociação da dívida, para "desencadear um processo parlamentar de audição pública incluindo a audição por parte da Assembleia [da República] de personalidades relevantes, especialistas na matéria" para identificar soluções para "o problema do endividamento".

 

"Os partidos podem e devem debater o que quiserem, o que não podem é usar o debate como uma desculpa para não dizerem o que querem e o que defendem", disse o primeiro-ministro à margem de uma visita à fábrica da marca Salsa em Famalicão.

 

Realçando que do lado do Governo a posição é "muito clara" quando à dívida pública que será "assumida com toda a responsabilidade", não havendo espaço para "renegociações nem reestruturações", Passos Coelho disse não ver "grande vantagem em estar a arrastar durante muito tempo um debate público sobre a dívida que existe e que tem de ser paga".

 

Passos Coelho acrescentou: "tem de ser muito claro para toda a gente - para aqueles que são financiadores e para os contribuintes - o que os partidos querem, sobretudo os que têm maior responsabilidades e, neste caso, dirijo-me ao PS que é o principal partido da oposição".

 

Para o primeiro-ministro "aquilo que o PCP defende sobre a questão da dívida, ou o BE, só será relevante se um governo futuro do país depender do seu voto", não havendo "nesta altura a perspectiva de que isso venha a acontecer". Nesse sentido, "era muito bom que nesse debate ficasse muito claro o que é que os principais partidos defendem".

 

O projecto de resolução do PS, divulgado esta segunda-feira, será discutido na quarta-feira na Assembleia da República, a par de iniciativas do BE e do PCP, a propósito do debate em plenário da petição baseada no "Manifesto dos 74" que visa a reestruturação da dívida e que recolheu mais de 36.000 assinaturas.

 

O PS considera que a Assembleia da República, enquanto "órgão de soberania representativo de todos os cidadãos portugueses", deve desencadear este processo de discussão pública sobre "o problema da dívida pública", lembrando que até o Governo, pela voz da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, já disse que o parlamento seria o local indicado para este debate.

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