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Passos Coelho diz que execução das medidas pode “gerar novo choque de expectativas”

O primeiro-ministro admitiu esta terça-feira que a execução das medidas de austeridade no próximo ano pode provocar um novo choque nas expectativas e deixou um recado aos economistas: para estes não contribuírem para este “choque”.

Reuters
Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 08 de Outubro de 2013 às 11:21
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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta terça-feira que a execução das medidas que constarão do Orçamento do Estado para 2014 poderão conduzir a um novo choque das expectativas à semelhança do que já aconteceu no passado. O chefe do Governo pediu ainda a todos aqueles que se envolvem no debate público, incluindo economistas, para não contribuírem para isso.

 

“A execução das medidas que então ficarem previstas [no Orçamento do Estado para 2014] pode novamente gerar um choque de expectativas”, admitiu Pedro Passos Coelho no final da sua intervenção na sessão de abertura do 5º Congresso Nacional da Ordem dos Economistas dedicado ao tema “Reiventar Portugal na nova economia global”.

 

O primeiro-ministro, retomando aliás aquela que foi uma das mensagens deixadas pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, lembrou que foi o choque de expectativas que contribuiu para a recessão de 2012, com os portugueses a aumentarem as suas poupanças, conduzindo à quebra do consumo interno. 

 

Mas na altura de atribuir culpados a esta onda de choque junto dos cidadãos, Passos Coelho virou-se para aqueles que se envolvem no “debate público”, como os economistas, que compõem esta terça-feira o grosso da plateia.

 

“Nestes últimos dias medidas que estavam previstas há vários meses, como o ajustamento dos salários e a convergência das pensões da CGA para o regime geral da Segurança Social, foram apresentadas no espaço público de uma forma que contrai as expectativas em vez de recentrar o debate. Muitas vezes a forma como nós nos envolvermos no debate público pode ser muito importante para não criar um choque muito grande e não comprometer os méritos do programa”, disse Passos Coelho, referindo-se explicitamente aos economistas. 

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