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Passos Coelho e Cameron saúdam interesse comum na criação de emprego e crescimento económico

Os primeiros-ministros português e britânico saudaram hoje, após um encontro em Londres, a coincidência de interesses entre Portugal e o Reino Unido na criação de empregos e promoção do crescimento económico na Europa.

Lusa 18 de Abril de 2012 às 21:16
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Pedro Passos Coelho afirmou, numa conferência de imprensa após a reunião de cerca de uma hora em Downing Street, ter explicado a David Cameron como estava a decorrer a implementação do programa de reformas.

Mas, acrescentou, "tal como Portugal está comprometido em cumprir os objectivos", na reunião houve "oportunidade de discutir todo o processo na Europa".

"Devemos centrar-nos não só na responsabilidade fiscal, mas também na tarefa de criar empregos", vincou Passos Coelho, que defendeu a necessidade de "crescer novamente na Europa".

Cameron saudou, por seu lado, o "interesse comum em pôr a economia europeia em boa forma".

"Enfrentamos ambos desafios semelhantes de reduzir o défice e dívida pública e mostrar ao mundo que vamos cumprir os nossos compromissos", admitiu o líder do partido Conservador.

Outro desafio comum, destacou, é o de "promover crescimento" em ambas as economias e de ter a certeza de que são feitas as "reformas estruturais necessárias para completar o mercado único na energia, serviços e [economia] digital".

Passos Coelho, que revelou ter convidado Cameron a visitar Portugal em breve, reiterou a afinidade com o Reino Unido que faz com que os dois países mantenham a aliança política mais antiga do mundo.

"É inconcebível pensar no futuro da UE sem ver um trabalho muito próximo com o Reino Unido e todos os 27 parceiros", referiu, minimizando os diferendos que surgiram durante as negociações para resolver a crise na zona euro.

"Ultrapassaremos a crise juntos", garantiu o primeiro-ministro português.

Passos Coelho comentou ainda a situação da Espanha enquanto principal destino das exportações portuguesas.

"Claro que o que acontece em Espanha é importante para Portugal mas também para a Europa", defendeu.

O primeiro-ministro mostrou-se confiante no que o Governo espanhol está a fazer para resolver a situação, dizendo que foram tomadas "todas as medidas necessárias para garantir que, até ao final de 2013, o pacto de estabilidade será cumprido e que a confiança voltará a Espanha".

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