Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Passos Coelho: “Foi um ano verdadeiramente terrível” mas sacrifícios não estão a ser em vão

O primeiro-ministro realçou os indicadores económicos positivos divulgados nas últimas semanas, salientando que são o resultado de um esforço conjunto. No discurso da festa do Pontal, Passos Coelho alertou para os riscos que ainda existem, nomeadamente constitucionais, mas deixou um desejo: “dizer aos portugueses: valeu a pena, os sacrifícios não foram deitados pela janela.”

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Agosto de 2013 às 23:13
  • Assine já 1€/1 mês
  • 92
  • ...

“Desejo a todos um ano que seja de melhores notícias do que aquele que agora se conclui. Foi um ano verdadeiramente terrível”, salientou o primeiro-ministro no final do discurso na festa do Pontal, na Quarteira.

 

O primeiro-ministro salientou as difuldades que assolaram o país nos últimos dois anos e as dificuldades que tem enfrentado o Executivo. Mas diz estar próximo “de ver o nosso objectivo concretizado, que é o de dizer aos portugueses : valeu a pena, os  sacrifícios não foram deitados pela janela. É o que desejo a este novo ano político.”

 

Passos Coelho sublinhou que os números divulgados esta semana, e que revelaram que o produto interno bruto (PIB) nacional crecseu 1,1% no segundo trimestre do ano superando todas as estimativas, provam que o caminho que tem sido seguido pelo Governo é o correcto.

 

O primeiro-ministro reiterou que o “mandato [deste Governo] ultrapassa em muito qualquer objectivo partidário.” “Os objectivos que temos não é o de dar satisfação especial à militância do PDS ou do CDS. Claro que para quem recebe o mandato é muito importante prestar contas” aos que o elegeram, “mas o que está em causa está muito para além do eleitorado que nos escolheu, muito para além da vida deste Governo, deste objectivo político, o que está em causa está muito para além desta conjuntura, por isso as políticas que temos vindo a fazer só se explicam quando um bem maior colectivo precisa de ser respondido favoravelmente.”

 

Passos Coelho diz que as decisões que têm sido tomadas “não são para ganhar eleições, nem para dar satisfação aos que votaram em nós. É para dar um futuro ao país”.

 

E salientou que a melhoria da economia se deve “essencialmente a duas razões”, por um lado “tivemos a capacidade de manter o rumo que nos trouxe até aqui. Fomos persistentes como quem sabe que tem razão” e que não escolheu um caminho ao acaso. “Sim, sabemos onde queremos ir”, ainda que seja um “caminho muito estreito”, contudo, “não podemos andar para trás”.

 

Por outro lado, os sacrifícios e persistência dos portugueses explicam parte dessa melhoria económica. É preciso “reconhecer e elogiar o esforço extraordinário que os portugueses têm conseguido fazer”, salientando que “foi preciso muita persistência [das empresas] para ultrapassar as dificuldades.”

 

Passos Coelho diz que as decisões que têm sido tomadas “não são para ganhar eleições, nem para dar satisfação aos que votaram em nós. É para dar um futuro ao país”.

 

“Tem sido difícl para quase todos. Mas é importante elogiar o esforço colectivo que tem representado para Portugal o princípio de uma nova credibilidade que dá confiança a quem está hoje a começar a sua vida em Portugal.”

 

E depois de enaltecer os feitos económicos, Passos Coelho alertou para os riscos que ainda pendem sobre a economia.”O caminho que temos à nossa frente não é isento de riscos. Seria fácil”, perante estes dados “enfatizar os bons resultados e procurar ocultar riscos.”

 

E enumerou-os: riscos externo, sendo que se a economia europeia, nomeadamente as economias com as quais Portugal tem maior ligação comercial, não recuperar efectivamente pode ter implicações negativas para o país. “Ninguém pode dar por adquirido que a crise acabou.”

 

Um segundo risco está do lado do Governo. “Não é [um risco] político, é de consolidação orçamental”, com o Executivo a ter de continuar a reduzir os encargos, admitindo que esta é uma tarefa difícil uma vez que “uma parte significativa da despesa está na saude, na educação, na Segurança Social, na defesa e na segurança interna.” “Reduzir a nossa despesa significa fazer opções que não são fáceis”, sublinhou.

 

Os outros riscos passam por poder haver medidas que estão pensadas e que são inconstitucionais, o que obrigará a ir por outro caminho; a banca não conseguir adaptar-se à nova realidade da rede empresarial e não conceder o financiamento necessário e os riscos sociais. “Sabemos que temos de adequar as escolhas aos meios que temos. Temos de ser realistas. Mas não é um processo indolor.”

 

Passos Coelho salientou ainda que “depende de todos nós – Governo, partidos, instituições, portugueses, pensionistas – e de um esforço colectivo para evitar que estes riscos se possam materializar.” “Não é do PSD, CDS, deste Governo, é um esforço verdadeiramente nacional.”

 

O primeiro-ministro garante que da parte do Governo não há dúvidas e que não ser o Executivo a “pôr em causa” o trabalho já realizado. “Temos a certeza que não há ninguém que não tenha o esclarecimento cabal das consequências que qualquer crise política” teria no futuro do país.

 

(Notícia actualizada às 23h50 com mais declarações)

Ver comentários
Saber mais Passos Coelho festa do Pontal PSD política
Mais lidas
Outras Notícias