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Passos Coelho junta-se a Louçã como líder partidário com pior avaliação

O primeiro-ministro deixa de ter a melhor avaliação, numa sondagem da Aximage, para se juntar a Francisco Louçã na última posição. No Governo, a popularidade de Paulo Macedo tem estado em queda livre e é o ministro menos popular, a par de Álvaro Santos Pereira. Nuno Crato ocupa a posição contrária.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 21:07
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Num mês, Passos Coelho passou de melhor para pior. Em Janeiro, Coelho é, juntamente com Francisco Louçã, o líder partidário com pior avaliação para os portugueses na sondagem da Aximage para o Correio da Manhã. Em Dezembro, o primeiro-ministro português ocupava o primeiro lugar.

No barómetro de Dezembro, Passos Coelho tinha sido classificado com 9,7, numa escala de 0 a 20. Era a mais elevada entre os líderes dos cinco maiores partidos de Portugal. Em Janeiro, a classificação desceu para 8,5 e iguala a nota de Francisco Louçã, o político que tem tido a pior classificação desde que José Sócrates deixou de estar à frente do PS.

Em Janeiro, Portas acompanha o deslize do parceiro de coligação e obtém uma classificação de 9,3, abaixo da nota de António José Seguro (9,7) e de Jerónimo de Sousa (10), a única avaliação positiva.

A sondagem da Aximage calculou ainda a popularidade dos ministros do Governo de Passos Coelho. E há dois pólos opostos: enquanto que Nuno Crato ganha popularidade desde Outubro, Paulo Macedo vê a sua popularidade afundar desde a mesma altura.

O aumento das taxas moderadoras e das consultas foram notícias que colocaram em destaque o ministro da Saúde nas últimas semanas, numa altura em que Macedo pretende regularizar as dívidas do sector. A sua popularidade fixou-se em 8,9, reduzindo-se há quatro meses. Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, tem a segunda “taxa de popularidade” mais reduzida entre os membros do Executivo (9,3).

Pelo contrário, Crato, com o anúncio de fusões universitárias, com alterações de programas curriculares e ainda com o encerramento de centros Novas Oportunidades, conquistou a maior popularidade, com 10,3, que tem vindo a aumentar há quatro meses.

FICHA TÉCNICA

Universo:
indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 271 a homens e 329 a mulheres; 153 no interior, 237 no litoral norte e 210 no litoral centro sul; 159 em aldeias, 212 em vilas e 229 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 6 de Janeiro de 2012, com uma taxa de resposta de 77,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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