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Passos Coelho: Nove em cada dez reformados não foram atingidos por cortes

Há ainda novas tarefas no futuro próximo, assegurou o primeiro-ministro na sua mensagem de Natal ao País.

Negócios 25 de Dezembro de 2012 às 21:00
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“Todos foram e continuarão a ser chamados a participar neste esforço nacional” decorrente do programa de ajustamento que Portugal acordou com a troika. Foi esta uma das garantias que Pedro Passos Coelho quis hoje dar na sua mensagem de Natal ao país. A outra, sublinhou, é a de que “todos beneficiarão das novas oportunidades que criaremos nos próximos anos”.

 

No seu discurso do 25 de Dezembro, o primeiro-ministro começou por relembrar os “grandes sacrifícios” que foram pedidos aos portugueses e salientou que “ainda não pusemos esta grave crise para trás das costas”. “Mas também sabemos que já começámos a lançar as bases de um futuro próspero. Ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos hoje muito mais perto de o conseguir. E uma condição essencial para sermos vitoriosos sobre a dívida e sobre o desemprego é acreditarmos em nós próprios. (…) É renunciarmos de uma vez por todas ao pessimismo que marcou a nossa história recente”, disse.

 

“São grandes os desafios e as tarefas que nos aguardam, sobretudo num momento em que na Europa e em várias regiões do mundo subsistem inúmeras incertezas”, disse o chefe de Governo, acrescentando que “teremos de responder a essas incertezas com as nossas certezas, as certezas que partilhamos como povo: a certeza de que vamos ultrapassar as actuais dificuldades, (…) a certeza de que os dias mais prósperos e mais felizes do nosso País estão à nossa frente”.

 

Passos relembrou que quando o actual Governo tomou posse, “ Portugal tinha acabado de assinar um programa de ajuda financeira com instituições internacionais, um programa cujo valor global equivalia a quase metade de toda a riqueza que produzimos num ano” e que “a esmagadora maioria das medidas que faziam parte do nosso programa está já concluída”.

 

“Nalguns aspectos temos de continuar o trabalho que fizemos até aqui. Noutros temos certamente de melhorar, e noutros ainda haverá novas tarefas no futuro próximo. Mas há muito que não tínhamos um caminho aberto para fazer tudo isto, e uma oportunidade que é finalmente nossa para agarrar com ambas as mãos”, afirmou Passos Coelho.

 

“Julgo que foi um imperativo de justiça que aqueles que vivem com mais recursos económicos tenham sido chamados a dar um contributo maior para que - por exemplo - nove em cada dez reformados não tenham sido atingidos por cortes ou reduções nas suas pensões. Conseguimos mesmo actualizar as pensões mínimas acima da inflação”, declarou. “Cumpre agora garantir que ninguém sairá desta crise sem a capacidade plena de aproveitar essas oportunidades. Ninguém que esteve presente nos piores momentos da crise, com a sua coragem e o seu esforço, será deixado para trás nos anos de oportunidade que temos pela frente.”

 

Para Passos Coelho, “estes anos difíceis irão passar, não tenhamos dúvidas”. “É nossa obrigação não esquecer - nunca esquecer - os que mais sofrem para que os possamos ultrapassar em conjunto. Desejo-vos um Bom Natal e um Feliz Ano Novo”, concluiu.

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