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Passos Coelho pede "concertação e diálogo" aos parceiros sociais e anuncia "programa ambicioso" até final do mês

Até final de Agosto o Governo apresentará "um programa ambicioso que até final de Outubro estará em grande medida concretizado", referindo que o Executivo pretende "fazê-lo em diálogo social".

Lusa 14 de Agosto de 2011 às 01:28
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O presidente do PSD e primeiro-ministro apelou hoje aos parceiros sociais para que haja "concertação e diálogo" e não "conflitualidade", anunciando que até ao final do mês apresentará um "programa ambicioso" a concretizar até fim de Outubro.

"O caminho da conflitualidade que temos visto aparecer noutras sociedades pode ter uma justificação em cada uma delas, mas não é o caminho que nós desejamos para Portugal. Desejamos o caminho de concertação e de diálogo", disse Pedro Passos Coelho, no seu discurso na festa do Pontal, num apelo aos parceiros sociais, "empregadores ou empregados".

O primeiro-ministro garantiu que o Governo "está apostado em encontrar, em cima do acordo realizado em Março por outro governo, uma base mais alargada de acordo social para os próximos três anos".

"Vamos ingressar no coração do plano mais duro das tarefas que vamos realizar", afirmou, dando como exemplos de "matérias difíceis" as "alterações à legislação laboral, cortes na despesa importantes do Estado, que não vão deixar as coisas como antes, e acabar com institutos públicos e fundações, aquilo a que chamámos a gordura do Estado".

Até final de Agosto, anunciou, o Governo apresentará "um programa ambicioso que até final de Outubro estará em grande medida concretizado", referindo que o Executivo pretende "fazê-lo em diálogo social".

"Estamos todos nas vossas mãos, pequenos ou grandes empresários, trabalhadores do setor público ou privado. Este Governo não terá cinismos nem hesitações", disse o líder social-democrata.

Em matéria de corte de despesa, Passos Coelho deu o exemplo da Saúde.

"Em 2011 e 2012, vamos ter de gastar entre menos 10 a 15 por cento daquilo que estamos habituados a gastar", uma medida que, acrescentou, "só uma maneira" de cumprir: "Que todos os profissionais de saúde" - médicos, enfermeiros, auxiliares - "todos os dias pensem como é que podem atender os seus pacientes, num hospital, num centro de saúde ou numa clínica privada que seja paga pelo Estado, tão bem ou melhor, se for possível, gastando menos".

Quanto aos partidos políticos, o primeiro-ministro disse que estes "assumirão as suas responsabilidades", mas prometeu a disponibilidade do Governo para responder "a todo o escrutínio".

"Não nos incomodaremos que façam perguntas, que chamem os nossos ministros", disse. Passos Coelho prometeu ainda que o Governo não falhará no cumprimento das medidas.

"Os que estão à espera que o Governo falhe, desenganem-se. Temos a humildade suficiente para saber que a vontade de mudança do país tem de ser liderada pelo Governo, mas tem de ser assumida por todos os portugueses", declarou.
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