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Passos Coelho: "Julgo que não é crime ser militante de um partido"

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho defendeu-se das recentes críticas sobre as nomeações para administração pública e empresas privadas. "Julgo que não é crime ser militante de um partido", disse o primeiro-ministro. Veja aqui o vídeo.

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 18:14
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Passos Coelho falou dos casos concretos das nomeações para a Águas de Portugal, EDP e Caixa Geral de Depósitos.

No último caso e mais mediático - o da EDP – Passos esclareceu que não houve qualquer influência política na nomeação dos conselhos de supervisão, anunciando que faz parte dos objectivos do Governo alienar, inclusive, a participação de 4% que ainda detém na empresa.

"Não houve nenhuma instrução para favorecer qualquer administrador perante o novo accionista da EDP", afirmou o primeiro-ministro na conferência "made in Portugal", organizada pelo "Diário de Notícias".

Para Passos Coelho, o Estado deve apenas ser elemento de regulação das empresas. Tendo defendido que tem sido absolutamente coerente com o programa politico que defendeu durante as eleições em que a separação entre o estado e a economia era pilar essencial. "Tenho sido coerente com as ideias que defendi."

De seguinte o governante desfiou uma série de números referentes a cargos superiores dirigentes da Administração Pública, segundo os quais as reconduções são ou suplantam largamente as novas nomeações.

Referindo mais uma vez que ter o cartão partidário não retira qualidade às escolhas, Passos afirma ter "orgulho" de Santana Lopes ter aceite o cargo para a Santa Casa da Misericórdia.

Afirmando que não tem receio em particularizar os casos, Passos falou do caso da CGD. "Não tenho problemas de falar da nomeação de Fernando Tomás e de Nogueira Leite para a CGD. São pessoas com um curriculum que fala por si e não terei medo de compará-los com outros administradores que estiveram no banco nos últimos 20 anos", afirmou.

O primeiro-ministro frisou ainda que não se consegue mudar a administração pública num dia mas acredita que estão a caminhar na direcção certa. "Não acertamos em todas as escolhas e decisões mas o caminho que estamos a percorrer é o da transparência", observou Passos.
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