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Passos diz que Estado português gasta dois terços em salários e prestações sociais – verdade?

Verdadeiro ou falso? O Negócios confronta declarações de Passos Coelho com factos.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 10 de Outubro de 2013 às 13:21
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21h15 

Nós vivemos em Portugal uma situação em que a despesa pública tem uma repartição que é conhecida. Mais de dois terços do dinheiro que gastamos servem para pagar salários ou prestações sociais.

 

É um dos números mais conhecidos e citados para justificar a necessidade de cortar nestas duas grandes rubricas de forma a alcançar uma poupança nos gastos do Estado. De facto, em 2012, a Administração Pública portuguesa gastou mais de dois terços da sua despesa total com remunerações dos funcionários públicos e prestações sociais. Perto de 68,5%.

 

No entanto, a frase de Pedro Passos Coelho pode ser complementada com alguns pontos importantes. Por exemplo, embora o primeiro-ministro sublinhe que Portugal tem esta repartição de despesa pública, ela é exactamente a repartição de despesa pública na média da Zona Euro. No ano passado, Portugal estava alinhado com a média de países da moeda única no peso tanto dos salários como das prestações sociais nos gastos totais do Estado. Em comparação com a média dos 27 países da União Europeia, Portugal está apenas ligeiramente acima (65%). A rubrica onde Portugal se destaca é nos juros da dívida, que representam 9,3% da despesa (6,3% na Zona Euro).

 

O que também não é referido por Passos Coelho é a evolução destes indicadores nos últimos anos. Entre 2009 e 2012, a despesa com salários caiu 23%. Os gastos com prestações sociais estagnaram nesse período. No total, o peso destas duas rubricas na despesa pública tinha caído quase um ponto percentual. Um efeito anulado em parte com a reposição este ano de parte dos salários e pensões cortadas em 2012.

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