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Passos diz que se evitou um país de lesados do BES e fala em "silêncios ensurdecedores"

O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou hoje não se arrepender de não ter tentado salvar o Grupo Espírito Santo, defendeu que se evitou um país de lesados do BES, e depois falou em "silêncios ensurdecedores".

Pedro Passos Coelho é o 3.º Mais Poderoso 2015
Disse “não” a Ricardo Salgado e desencadeou uma ruptura histórica nos poderes do regime. O GES faliu, o BES ficou como “banco mau” e a PT voltou a ser uma pequena empresa de telecomunicações portuguesa agora nas mãos de franceses. Viu um ex-primeiro-ministro ser preso. E as sondagens apontam para o que nem Passo poderia esperar há um ano – a possibilidade de voltar a sair vencedor nas legislativas. A crise grega revelou contudo que o poder de Passos está sistematicamente ameaçado pelas tempestades do euro.
Negócios 21 de Setembro de 2015 às 07:44
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"Temos de ter à frente do Estado e do Governo quem possa realmente lutar contra os privilégios, e só pode lutar contra os privilégios quem tenha provas dadas de que não está apenas ao serviço de alguns, mas sim ao serviço de todos. E aqui deixem-me dizer: nesta campanha eleitoral, há silêncios muito ensurdecedores, muito ensurdecedores", declarou Pedro Passos Coelho, num jantar de campanha para as legislativas, no concelho de Torres Vedras, sem esclarecer a quem se referia.

 

Imediatamente antes, o presidente do PSD defendeu que "o Estado podia evitar e evitou que todo o país fosse transformado em enganados e em lesados do Banco Espírito Santo (BES)", e disse não se arrepender "nem por um segundo de não ter dito à Caixa Geral de Depósitos que fosse salvar o Grupo Espírito Santo (GES), não por ser o GES, mas porque a função do Estado não é salvar grupos privados, a função do Estado é garantir a independência do Estado ao serviço dos cidadãos".

 

Passos Coelho introduziu o tema do BES afirmando que se deve "governar para todos" e que "o Estado tem de ter realmente independência e isenção, não pode estar apenas ao serviço de alguns grupos económicos, tem de estar ao serviço de todos os cidadãos".

 

Depois, referiu-se ao encontro que teve hoje, no Cadaval, com pessoas que se consideram lesadas pelo BES, dizendo que são "pessoas que vivem uma vida angustiada por terem sido enganadas por quem devia já estar a responder por essa situação", e expressou "a maior das considerações e preocupações por quem é enganado na sua vida nas relações comerciais e financeiras".

 

"E creio que fizemos alguma coisa ao nível da justiça para que quem se sinta injustiçado a ela possa recorrer para ver reposta a justiça. Mas há uma coisa que o Estado podia evitar e evitou, é que todo o país fosse transformado em enganados e em lesados do BES. Isso nós evitámos, como era nossa obrigação", acrescentou.

 

"É por isso que, quando olhamos para futuro, sabemos que não basta dizermos que queremos um Estado isento, é preciso prová-lo, quer haja eleições quer não haja, quer seja fácil ou difícil. Se queremos um Estado que esteja ao serviço de todos, então temos de ter à frente do Estado e do Governo quem possa realmente lutar contra os privilégios", prosseguiu.

 

Foi neste contexto que Passos Coelho deixou a opinião de que, "nesta campanha eleitoral, há silêncios muito ensurdecedores", mudando em seguida de assunto, para a questão da Segurança Social.

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