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Passos: Exportações serão "responsáveis pela nossa recuperação a partir de 2013" (act.)

O primeiro-ministro, presente na SISAB, admite que o facto da Zona Euro estar a abrandar dificulta a trajectória das exportações portuguesas, mas o facto de no ano passado elas terem aumentado mais de 13% é sinónimo que as empresas portuguesas estão no bom caminho. Veja aqui o vídeo.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 11:35
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Durante a visita ao certame da SISAB - Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas-, acompanhado pelo ministro da Economia, Passos Coelho sublinhou que as exportações portuguesas estão a demonstrar uma forte energia. “Tivemos no ano passado, um crescimento das exportações muito mais acentuado do que estava programado e isso em condições de maiores adversidades externas e do que estava inicialmente projectado”, sublinhou Passos Coelho, acrescentando que “significa, portanto, que em condições de maior adversidade, as exportações conseguiram voltar-se muito mais rapidamente para o exterior e mostrar uma grande plasticidade e mobilidade”.

O primeiro-ministro demonstrou ainda que confia no poder das exportações nacionais para Portugal superar a crise. “Boa parte do nosso sucesso, em termos do processo de ajustamento da economia, depende dos nossos exportadores. Eles têm mostrado um dinamismo que tem surpreendido os analistas económicos que olham para a nossa economia e estariam à espera de a ver entrar num ciclo vicioso de austeridade, mas afinal há um ciclo virtuoso que tem sido preservado e que está a sustentar a economia portuguesa.”

“Julgo que [o sector exportador] será responsável pela nossa recuperação a partir de 2013”, acrescentou o primeiro-ministro.

Pedro Passos Coelho reconhece que o crescimento da Zona Euro está a abrandar, o que pode significar algumas dificuldades para as exportadoras nacionais. Porém os números relativos ao ano passado demonstram que as exportações estão no bom caminho, salientou.

Já durante o seu discurso na abertura deste certamente, Passos Coelho ressalvou que “poderíamos ser inclinados a dizer que o nosso sector exportador já ultrapassou a crise e aguarda pacientemente pelo resto da nossa economia”.

Quanto à questão da necessidade de mais medidas de austeridade, Passos Coelho voltou a sublinhar que “a economia portuguesa tem vindo a ter um desempenho muito de acordo com aquilo que estava projectado”. O que “significa que se formos bem sucedidos não precisaremos de mais medidas adicionais, o que precisamos é de não abrandar, não aligeirar o esforço que estamos a fazer”, acrescentou.

Quanto às vozes que pedem uma flexibilização do programa de ajustamento, o primeiro-ministro aponta que “se essas vozes fossem escutadas aí sim, nós poderíamos ficar em piores circunstâncias e se os resultados, em consequência desses abrandamento, dessa flexibilização nos tivesse de conduzir a um resultado pior aí sim, seria necessário reforçar medidas que espero nunca venham mais a ser precisas em Portugal ”.




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