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Passos pede a Costa que reconsidere reforma conjunta da Segurança Social

O presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, pediu hoje ao secretário-geral do PS, António Costa, que repense a sua recusa em negociar com a coligação PSD/CDS-PP uma reforma conjunta da Segurança Social.  

Correio da Manhã
Lusa 21 de Setembro de 2015 às 07:47
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"Ainda estamos a tempo de fazer de outra maneira", declarou Passos Coelho, num jantar de campanha para as legislativas de 4 de Outubro, no concelho de Torres Vedras.

 

Dirigindo-se a António Costa, o presidente do PSD acrescentou: "Não lhe caem os parentes na lama, não perde um único voto por causa disso. Repense o que disse e disponibilize-se para fazer aquilo que é importante para Portugal, a reforma da Segurança Social que não quis fazer antes das eleições, mas pelo menos que a possamos fazer depois das eleições".

 

Passos Coelho defendeu que "este é um problema real" que é possível "resolver sem instabilidade, sem pôr em causa as pensões em pagamento".

 

Depois, fez uma distinção entre as medidas aplicadas nos últimos quatro anos aos pensionistas e as políticas que projecta para o futuro: "Uma coisa foi o tempo de excepção que vivemos e que ultrapassámos, em que todos fizemos sacrifícios na medida das nossas possibilidades, outra coisa é o tempo que estamos a viver. São coisas diferentes".

 

Quanto ao PS, o presidente do PSD e primeiro-ministro sustentou que quem pretende governar tem a obrigação de contribuir para uma reforma da Segurança Social e disse não entender a posição de António Costa: "Não entendo, não entendo mesmo como é que é possível".

 

Na sua intervenção, num jantar com cerca de 750 pessoas, segundo a organização, Passos Coelho considerou que o Governo PSD/CDS-PP fez o que devia e não falhou e voltou a rejeitar as acusações de que se prepara para fazer privatizações nos sectores da educação e da saúde e de que quer destruir o Serviço Nacional de Saúde: "Dá vontade de rir".

 

Por outro lado, sugeriu que, se o PS voltar a governar, há o risco de um novo resgate, referindo que anteriores governos socialistas "tiveram de chamar o Fundo Monetário Internacional (FMI)" e perguntando se "terá de ser assim no futuro" e se "será um fatalismo".

 

Por seu turno, o presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, voltou a insistir na acusação de demagogia ao secretário-geral do PS, desta vez sobre portagens.

 

"O primeiro-ministro foi recentemente a uma região do interior dizendo que o Governo deixaria pronto para o próximo Governo a possibilidade de fazer uma discriminação positiva a favor das regiões do interior tanto para famílias como para mercadorias", introduziu Paulo Portas.

 

"O doutor António Costa terá ouvido isto e deve ter pensado: tenho de dizer mais. Então, hoje foi dizer que acabava com as portagens. Mas ele não queria usar as portagens para financiar a Segurança Social há uns dias atrás?", questionou.

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