Economia Passos: "Preocupa-me que o país não esteja a crescer o que devia"

Passos: "Preocupa-me que o país não esteja a crescer o que devia"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que está preocupado com o facto de o país não estar a crescer como devia e acha que estão a ser desperdiçadas oportunidades.
Passos: "Preocupa-me que o país não esteja a crescer o que devia"
Miguel Baltazar
Lusa 17 de setembro de 2016 às 15:21

"Preocupa-me que o país não esteja a crescer o que devia. Porque foram feitas reformas muito importantes ao longo dos últimos anos para aumentar a nossa capacidade de gerar rendimento e de oferecer maiores possibilidades de emprego sustentado pelo crescimento da economia a todos aqueles que pagaram um preço elevado pela crise que vivemos", afirmou Passos Coelho, numa visita a Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.


O líder social-democrata sublinhou ainda que aquilo que mais o preocupa não é o dia-a-dia, mas a visão de médio e de longo prazo para o país.


"O país não está a crescer aquilo que precisa nem o que foi projectado pelo próprio Governo. O actual primeiro-ministro dizia que tinha uma abordagem para a política económica radicalmente diferente do Governo anterior, e que isso colocaria o país a crescer de uma forma mais acentuada, com mais justiça social, mais emprego sustentado na economia e não é isso que se está a ver", sustentou.


Sublinhou ainda as declarações da líder do Conselho de Finanças Públicas (CFP) e a perspectiva muito limitada que apresentou para o país.


"Se tudo continuar como está até aqui e se este tipo de abordagem política se mantiver, as perspetivas deste órgão independente são as de que andaremos sempre a lutar todos os anos para ter menos um bocadinho de três por cento de défice, muito dependentes do que se passar no exterior e o país não crescerá mais de 1,5%, quando muito", sustentou.


Passos Coelho disse também que a sua crítica é a de quem liderou um Governo, numa altura em que o país tinha chegado ao limite das suas possibilidades, mas realçou que Portugal já estava a crescer a um ritmo maior do que aquele que se verifica actualmente.


"Estávamos a crescer a um ritmo maior do que hoje, a recuperar uma confiança e credibilidade no exterior, o investimento estava a aparecer e tudo isso, está a perder gás, a andar para trás. Acho isso muito mau porque podíamos estar muito melhor do que estamos e acho que estamos a desperdiçar oportunidades", concluiu.




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