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Passos: "Resposta à crise em Portugal engloba e pressupõe um processo de democratização da economia"

"Durante demasiado tempo pensámos que a economia era filha de um deus menor e por isso capaz de ser sacrificada a qualquer outro objectivo", disse o primeiro-ministro. Veja aqui o vídeo.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 18:17
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Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, presente no encerramento da conferência “Made in Portugal”, organizada pelo Diário de Notícias, defendeu que no “actual momento de emergência (…) as consequências das nossas escolhas vão muito para além da esfera nacional”. Para o primeiro-ministro “uma das grandes questões” para as quais têm de ser desenvolvidas “soluções é a da relação entre democracia e economia”. “É um desafio sério” sublinhou acrescentando que “os processos económicos e políticos obedecem a ritmos diferentes e têm muitas vezes prioridades distintas”.

O primeiro-ministro reiterou ainda que não entende que uma resposta à crise que assola a Europa “possa resultar num enfraquecimento das nossas democracias”. E que “a resposta à crise, em Portugal, engloba e pressupõe um processo de democratização da economia”.

Para Passos Coelho “durante demasiado tempo” Portugal permaneceu confinado “a uma condição de espectadores e deixámos que outros procurassem respostas aos grandes desafios mundiais”. “Contra todas as expectativas geradas pela consolidação da nossa democracia e pela nossa integração na Europa, permitimos que uma certa timidez nos dominasse”, sublinhou.

Por outro lado, Passos Coelho aproveitou ainda a ocasião para dizer que “queremos que os portugueses possam vencer em qualquer parte do mundo, mas queremos igualmente que continuem a ter pelo nosso país laços forte de afeição que os façam sentir-se responsáveis pelo seu futuro”.

O primeiro-ministro salientou ainda que a internacionalização da economia nacional é “muito justamente” um “grande objectivo nacional” e que o Governo está empenhado em “valorizar a nossa reputação económica enquanto país, o que terá efeitos positivos não só nas condições de financiamento do Estado e do tecido empresarial, mas também na acção das empresas nacionais nos mercados externos”.
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