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Passos: "Tivemos uma economia protegida que protegeu grupos económicos"

O primeiro-ministro explicou a evolução da economia nacional nos últimos 10 anos: excesso de crédito e liquidez, más leis laborais e uma economia que protegeu alguns grupos económicos.

Passos: "Tivemos uma economia protegida que protegeu grupos económicos"
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2012 às 11:08
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Acusado por António José Seguro por estar a conduzir o País ao “disparate e à tragédia”, dando como exemplo o último trimestre de 2011, em que a taxa de desemprego subiu para 14%, o primeiro-ministro sublinhou que “o desemprego não atingiu os valores que atingiu por acaso”.

“É importante ver o que nos conduziu aqui”, disse Passos, que elencou: “más leis laborais”, “mau financiamento público”, e ainda uma “economia protegida, que protegeu alguns grupos económicos e que não democratizou o acesso à economia”.

De acordo com o primeiro-ministro, o problema da economia não é a falta de liquidez nem de crédito. “Portugal teve liquidez e crédito durante muitos anos e não teve crescimento económico”, destacou. Actualmente, não é possível “alavancar financeiramente projectos que não tenham retorno”, resumiu.

O grande problema da economia, prosseguiu Passos, é o “peso insuportavel da divida contraída nos últimos anos: pública e privada”. Tal exigirá “renegociar o que for possível renegociar em alguma dessa dívida, como nas PPP, mas isso exige que possamos respeitar compromissos assumidos”.

O líder do PS acusara o primeiro-ministro de apostar em demasia na política do “custe o que custar”, um “caminho que leva ao disparate”. A prioridade “deve ser dada ao emprego” e a “consolidação das contas não deve ser feita apenas pelo lado da despesa, mas sim apostando nas empresas exportadoras, nas PME, aumentando produção nacional para por essa via diminuir a dependência externa”.
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